Nos últimos meses, surgiram diversas notícias sobre o novo tablet da ASUS. Com tais informações espalhadas pela web, apareceram diversas especulações sobre o novo chip da NVIDIA que equipará o novo Transformer Prime.

Agora, já há detalhes concretos sobre esse processador para dispositivos portáteis; e a data para os testes está cada vez mais próxima. Como relatado em anúncio no site Newegg.com, a pré-venda já está disponível e a data de chegada do ASUS Eee Pad Transformer Prime está agendada para 8 de dezembro — esse dia pode ser alterado.

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Como ainda falta algum tempo até lá, o Tecmundo decidiu compartilhar as principais informações sobre o poderio que equipará o mais recente gadget da ASUS. Abordaremos detalhes e revelaremos tudo que há de oficial sobre o novo NVIDIA Tegra 3. Prepare-se, a revolução portátil está chegando!

Mais núcleos, maior desempenho

A primeira novidade do Tegra 3 é a CPU para cálculos gerais. Baseado na mesma arquitetura do antecessor, o novo processador é um ARM Cortex A9 de quatro núcleos. Além do aumento de núcleos, que já gera um aumento de potência fantástico, o novo Tegra opera com frequência de 1,3 GHz – 100 MHz a mais do que a geração passada.

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Quando ativado apenas um núcleo, o Tegra 3 vem configurado para trabalhar com clock de 1,4 GHz. Tal configuração serve para que a CPU obtenha melhor desempenho com apps que não são aprimorados para múltiplos núcleos e para economizar energia.

Alguns detalhes, no entanto, permanecem idênticos. É o caso da memória cache que não foi alterada; do nível L2, que ainda conta com 1 MB; e do nível L1, que disponibiliza 32 KB para cada núcleo. Na prática, tais valores devem ser mais do que suficientes, pois o que deve resultar em melhores gráficos e desempenho é a mudança nos softwares, os quais vão aproveitar os quatro núcleos.

Graficamente falando...

Caso você ainda não saiba, o NVIDIA Tegra é um SoC (System on a Chip), ou seja, um sistema completo em um único chip. Isso quer dizer que dentro dele existem um processador, uma GPU, um chipset (composto por northbridge e southbridge) e um controlador de memória.

A CPU citada acima é a Cortex A9, que é desenvolvida pela ARM. O processador gráfico, por outro lado, é da própria NVIDIA e trata-se de um produto da família GeForce. Claro, esse chip para processamento de vídeo e elementos bidimensionais e tridimensionais tem arquitetura completamente diferente dos que são utilizados em placas de vídeos para computadores.

A NVIDIA não revela muitos detalhes sobre a GPU do Tegra 3, mas informa que continua sendo uma GeForce ULP. A sigla “ULP” significa Ultra Low Power, indicando que o chip é projetado para economizar energia e trabalhar com instruções simplificadas. Segundo informações oficiais, o processador gráfico do Tegra 3 é três vezes mais potente que o antecessor.

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Ao que tudo indica, a melhoria no desempenho gráfico se deve ao aumento de 8 para 12 núcleos. A nova GPU oferece suporte para 3D estereoscópico e para as seguintes APIs: OpenGL Es 2.0, OpenVG 1.1 e EGL 1.4. Essas GPUs não trabalham com a API da Microsoft, visto que ela não é utilizada em dispositivos portáteis.

Chip avançado, suporte aprimorado

O processador de um tablet ou de um smartphone é o dispositivo que controla quase todos os componentes do aparelho – isso porque ele traz o chipset e consequentemente torna-se o responsável pela expansão dos demais itens. O NVIDIA Tegra 3 trará suporte para um novo padrão e maior quantidade de memória. Para ser mais específico, esse chip pode trabalhar com até 2 GB de RAM do tipo DDR3-L 1500 ou LPDDR2-1066.

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As melhorias não são restritas apenas à memória, mas também às câmeras e ao display. Para captura de imagens, o Tegra 3 pode trabalhar com um sensor de até 32 MP, enquanto que na geração passada esse valor era limitado a 12 MP. Quanto à saída de vídeo, o novo produto da NVIDIA pode entregar imagens com resolução de 2048 x 1536 pixels (para telas LCD) usando o padrão HDMI 1.4a, o qual suporta a tecnologia 3D.

Utilização de energia aperfeiçoada

De nada adiantaria criar um chip com maior desempenho que reduzisse a duração da bateria. Assim, a NVIDIA trabalhou para criar um sistema de economia inteligente. O Tegra 3 consegue usar a energia da melhor forma possível, possibilitando a reprodução de 12 horas contínuas de vídeo.

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No geral, a fabricante informa que o chip Tegra 3 tem um aumento de 40 % na eficiência de uso da energia. Isso quer dizer que a autonomia dos tablets sobe de 10 horas para 14 horas. Tal façanha é possível graças ao sistema DIDIM, que monitora constantemente e reduz ao máximo o brilho da tela, principal vilã no consumo de energia.

Melhorias no cotidiano

Até agora citamos muitos detalhes sobre as mudanças no hardware, mas, afinal, como o Tegra 3 se sai na prática? Afirmar com certeza não é possível, pois testes com o novo chip estão restritos a poucos parceiros da NVIDIA. Contudo, pelas informações apresentadas pela fabricante, pode-se dizer que o novo chip é muito mais eficiente do que tudo o que já se viu, seja para web, para jogos ou para apps em geral.

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Nas imagens divulgadas, fica claro que cada chip tem desempenho diferente para determinados tipos de tarefas. Contudo, independente do teste, o processador da NVIDIA mostra-se superior. Para carregar páginas da web, ele demonstra ser até quatro vezes mais rápido. Na hora de exibir imagens e vídeos, o Tegra 3 ainda mostra superioridade, conseguindo processar os elementos com o dobro da velocidade.

Não bastasse tudo isso, a NVIDIA promete que o Tegra 3 permitirá que os tablets sejam utilizados como consoles avançados. Com os gráficos exuberantes, saída HDMI com suporte para 3D e alta capacidade de processamento, só faltava mesmo a compatibilidade com controles de video game.