Desde o início da computação, cientistas e pesquisadores têm focado seus esforços na criação de máquinas cada vez menores e mais poderosas. No entanto, James Newman, de Cambridge, decidiu reverter esse processo e recentemente completou seu “Megaprocessador” de 20 KHz cujas dimensões ocupam uma sala inteira.

A CPU totalmente funcional foi construída em escala humana e possui uma série de luzes de LED que permitem acompanhar todos os seus processos de funcionamento. Com design de 16 bits, o dispositivo tem 256 bytes de memória e uma fonte dedicada de 500W, que é quase totalmente usada para fornecer energia aos LEDs.

Eu comecei querendo aprender sobre transistores e as coisas saíram de controle

O bloco de memória é formado por 27 mil transistores, sendo que somente 6,8 mil deles são dedicados à CPU. Segundo Newman, o projeto teve origem na tentativa de entender o processo de funcionamento de um transistor. “Eu não planejava acabar aqui. Eu comecei querendo aprender sobre transistores e as coisas saíram de controle”, afirmou ele ao site ExtremeTech.

“Computadores são um tanto opacos”, explica Newman. “Ao olhar para eles é impossível saber como eles funcionam. O que eu gostaria de fazer é entrar em um deles e ver o que acontece. O problema é que não podemos nos diminuir para andar em um chip de silício, mas podemos fazer o contrário; podemos construir algo grande o bastante para que possamos andar por dentro dele. Não somente isso, mas também podemos por LED em tudo para ver os dados se movendo e a lógica acontecendo”.

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