Em dezembro de 2009, fizemos uma lista com as previsões reunidas para o ano de 2010 e há pouco fizemos uma análise do ano para saber onde erramos e onde acertamos. Nos últimos dias de 2010 não poderia ser diferente: decidimos criar um novo artigo, com as previsões para o mercado da tecnologia de 2011.

Tablets, novidades no segmento dos dispositivos 3D, novos sistemas operacionais e mudanças nos padrões USB são apenas um pouco de tudo o que previmos para o próximo ano. Vale lembrar que não possuímos uma bola de cristal e realizamos este artigo com base em estudos sobre a movimentação do mercado e da indústria, por isso pode haver pontos que não sejam atendidos completamente.

O que há por vir?

Então se ajeite confortavelmente em sua cadeira, ajuste o brilho do monitor e se prepare para nossas previsões tecnológicas. Separamos por tópicos para deixar ainda mais fácil a compreensão e localização das suas áreas de maior interesse.

Tablets

Não há como afirmar o contrário: 2010 foi o ano do iPad. O slate da Apple conquistou milhões de corações e, até o lançamento do Samsung Galaxy Tab, não conhecia concorrentes. Várias empresas anunciaram aparelhos similares, mas poucos deles causaram algum tipo de movimento por parte da imprensa e dos consumidores.

iPad da Apple

Divulgação/Apple

Mudanças no mercado

Felizmente, em 2011 este mercado deve ser muito menos centralizado. A Samsung deve lançar um novo modelo para o Galaxy Tab, com melhorias nos recursos já existentes e também de componentes que não têm agradado aos usuários da maneira esperada. É o caso das telas que ainda ficam devendo para o concorrente da Apple.

O iPad, por sinal, também deve ganhar uma nova versão no próximo ano. Tudo indica que a empresa de Steve Jobs está planejando o iPad 2 com tudo o que faltou na primeira edição do slate: câmera digital, conexão USB, giroscópio e uma opção mais portátil (com menos de 9,7 polegadas).

Galaxy Tab é hoje, o maior concorrente da Apple

Divulgação/Samsung

Muito além da disputa entre Samsung e Apple

Mas esses são apenas os dois mais esperados, não podemos nos esquecer também da enxurrada de opções que devem surgir no mercado. Já na CES devem ser anunciadas as datas de lançamento comercial dos novos slates Android das empresas Onkyo, Viliv, MSI e Nec Corporation. São esperados pelo menos 70 novos aparelhos.

Há também os aparelhos que trabalham com outros sistemas operacionais. A HP promete colocar novos smartphones e um tablet no mercado, todos eles com o mesmo WebOS 2.5.1. Não podemos esquecer-nos dos modelos da Viliv e da MSI que devem surgir com o sistema operacional Windows 7 instalado em seus discos.

Folio 100 da Toshiba

Divulgação/Toshiba

Novos Windows e Android

Em setembro, criamos um artigo para explicar a todos os motivos de o Windows 7 não ser recomendado para tablets. Na ocasião, citamos também que possivelmente o sistema operacional Windows Phone 7 (inédito até então) fosse mais recomendado para os slates. Mas o que parece é que a Microsoft irá lançar um sistema próprio para tablets neste ano.

Caso isso seja confirmado, a disputa pelo mercado de tablets deve ficar ainda mais acirrada no campo dos sistemas operacionais. A Google também planeja lançar a nova versão do Android, primeira delas que é feita especialmente para slates. O Honeycomb (ou Android 3.0) deve ser lançado oficialmente junto com o aparelho da Motorola, previsto para ser anunciado na CES.

3D sem óculos

No cinema, todos recebem óculos especiais para que possam visualizar os efeitos criados pela tecnologia das projeções tridimensionais. Mas quem compra um televisor 3D que necessita destes mesmos óculos, inevitavelmente, acaba ficando bastante irritado em algum momento. Isso porque com visitas em casa, fica impossível que todos assistam aos filmes, por exemplo.

Também há outros problemas relacionados às angulações entre quem está assistindo e o aparelho. Mas isso já está mudando, pois novos aparelhos já começam a ser lançados com tecnologia de projeção 3D que não exige a utilização destes óculos. Na CES 2011 será mostrada a primeira TV da Toshiba a dispensar os óculos. A primeira de muitas, espera-se.

Eizo 3D

Divulgação/Eizo

Não apenas televisores

Quem está por dentro do mundo dos games, sabe que os portáteis também possuem um representante de telas com projeção 3D. O Nintendo 3DS dispensa a utilização de óculos especiais e garante o conforto (e a dignidade) de quem está jogando fora de casa.

Este é apenas o primeiro passo. Já começaram a ser anunciados vários celulares com telas preparadas para exibir imagens em 3D a olho nu. Grande parte deles é composta por marcas de menor expressão, mas ainda em 2011 a tecnologia deve chegar às marcas mais consolidadas, dando mais credibilidade e confiança aos consumidores.

Nintendo 3DS

Divulgação/Nintendo

Palavras de quem entende

Steve Schklair, CEO da 3ality Digital, divulgou em um documento oficial as suas previsões para o futuro dos televisores 3D. Sua empresa é responsável por 9 dos 10 primeiros resultados eficientes de transmissão tridimensional nos últimos dois anos. Isso engloba a primeira transmissão de uma partida do campeonato profissional de futebol americano (NFL) e até mesmo a Copa do Mundo de 2010.

Ele ainda reafirma a 3ality Digital como desenvolvedora de uma câmera capaz de capturar imagens em 3D e também em 2D, mais viável do que utilizar uma câmera para cada situação. Schklair ainda realiza uma série de previsões para os próximos dois anos, todas para este mercado das televisões 3D.

Câmera para vários tipos de filmagens

Divulgação/3ality Digital

Entre as principais expectativas do empresário estão a queda de preços nos aparelhos e a consequente adesão de mais consumidores. Séries de televisão devem começar a ganhar episódios em três dimensões, adesão das câmeras duais (2D e 3D ao mesmo tempo) e também a primeira transmissão tridimensional de um Super Bowl (final “mundial” do campeonato de futebol americano).

Além disso, ele afirma que outros dispositivos como tablets e smartphones devem ganhar telas com capacidades tridimensionais, propagandas de rua (outdoors) podem ganhar visores com projeção de imagens e por fim, câmeras caseiras também podem começar a ser desenvolvidas para esta nova tecnologia.

Distribuição digital

A Apple já anunciou que quer eliminar de vez os leitores de discos óticos de seus computadores. Com isso, fomenta um tipo de mercado que ainda não é muito conhecido dos brasileiros: aluguel de filmes por streaming. Deste modo, DVDs e Blu-rays não seriam mais compatíveis com os computadores, somente o carregamento online seria disponibilizado.

AppleTV

Divulgação/Apple

Essa proposta já pode ser vista nos MacBook Air, notebook ultrafino que não conta com leitor algum. Netbooks também podem ser beneficiados com a tecnologia, visto que não possuem as dimensões suficientes para abrigar leitores de discos e discos rígidos para armazenamento de dados (sendo que estes são indispensáveis) ao mesmo tempo. Google TV e Apple TV também surgem aos poucos para dar novas opções aos consumidores.

Só filmes?

Muito pelo contrário. Livros, músicas e jogos também já conhecem este esquema e sabem que ele pode dar certo. Com a crescente expansão do mercado de leitores digitais, a distribuição de e-books também cresceu exponencialmente, até mesmo a Google criou sua própria loja de livros digitais.

No campo fonográfico, o iTunes continua sendo uma das principais formas de distribuição de músicas nos Estados Unidos. No Brasil este serviço ainda vai demorar um pouco para chegar, mas algumas gravadoras já possuem seus próprios meios de realizar vendas digitais de álbuns e canções de seus artistas.

iTunes, também da Apple

Divulgação/Apple

Quanto aos jogos, não há como não citar o Steam. Com uma enorme gama de games disponíveis, a plataforma de vendas e downloads possui títulos consagrados e hoje é uma verdadeira rede social de gamers, com comunidades, estatísticas e comparações entre os usuários conectados.

Seguindo as curvas crescentes de adesão de novos usuários dos últimos anos, é praticamente impossível que haja a estagnação destes segmentos. Um retrocesso seria ainda mais inesperado, visto que a cada dia, mais consumidores passam a fazer parte das listas de usuários destas plataformas.

USB 3.0

Conexões USB fazem parte de um padrão extremamente versátil da tecnologia. Utilizado nos mais diversos periféricos, este padrão é responsável não apenas pela facilidade na instalação de dispositivos (mouses, teclados e câmeras), mas também pelas altas velocidades nas transferências de dados e armazenamento de arquivos.

Novos padrões 3.0

Em uma situação impossível, disquetes flexíveis poderiam armazenar até 4 GB de informações, mesma capacidade de um pendrive comum. O problema é que para armazenar estes 4 GB, os disquetes levariam um tempo muito maior do que os pendrives, conectados pelo USB.

Como não são apenas discos removíveis que utilizam estes padrões, as capacidades de armazenamento acabaram ficando muito elevadas para as velocidades oferecidas pelos atuais dispositivos USB. Mas isso está para mudar, pois a nova tecnologia USB 3.0 já começou a ser instalada em vários computadores.

Esta nova versão é dez vezes mais rápida do que a versão 2.0. Com essa vantagem na velocidade, torna-se muito mais indicada para discos rígidos externos ou fotógrafos profissionais que precisam descarregar suas câmeras rapidamente para que possam continuar capturando imagens de determinados eventos ou locais.

Mais velocidade e segurança

Como algumas empresas que montam computadores já começaram a instalar este padrão (e várias empresas de periféricos estão seguindo o mesmo caminho), no próximo ano deve ser muito mais fácil encontrar dispositivos compatíveis com a nova tecnologia do que foi em 2010.

TV com internet

A internet está em praticamente todos os lugares a que você vai. Faculdade, trabalho, shopping e até mesmo bares disponibilizam sinal para seus clientes. Se você pode ter acesso à internet em qualquer lugar fora de casa (ainda mais com conexões 3G), o próximo passo é ter conexão em todos os aparelhos eletrônicos da sua casa.

Video game, notebook e smartphone já não são novidades para a internet, mas aparelhos de televisão ainda são. Vários modelos já existem no mercado internacional e alguns já chegaram às terras brasileiras por preços pouco elevados em relação às versões sem internet.