Todo fã da Porsche que se preze sabe que a montadora alemã é conhecida por produzir modelos esportivos, extremamente divertidos de pilotar e tudo mais. Poucos, no entanto, sabem que foram os tipos “menos convencionais” da marca que a ajudaram a se recuperar financeiramente, como foi o caso do SUV Cayenne em 2003 e, mais recentemente, do grand tourer Panamera.

Sendo assim, fica fácil entender os motivos pelos quais a Porsche optou por trazer justamente esses dois modelos como destaque para o Salão do Automóvel 2016 em São Paulo. A híbrida Cayenne S e-Hybrid e a nova geração do Panamera estavam sob os holofotes no palco, enquanto os outros modelos mais tradicionais da marca ficaram reservados aos espaços comuns do estande.

Foi o caso do emblemático 911 Carrera e dos irmãos Boxster e Cayman, que agora fazem parte da família 718. Os dois “baby Porsches” vem com o mesmo motor de quatro cilindros 2.0 turbo de 300 cavalos de potência acoplados ao câmbio sequencial da marca, o PDK. No caso do Cayman, existe uma versão S, com um motor de 2.5 litros e que rende 350 cavalos.

Sendo a marca mais vencedora do mundo do automobilismo, os carros de corrida da Porsche não poderiam ficar de fora. Um Cayman GT4 Clubsport fez companhia ao imponente 919 Hybrid que venceu das 24 Horas de Le Mans de 2015.

O protótipo, que de certa forma é um dos veículos de competição mais avançados da atualidade, conta com um propulsor V4 turbo de dois litros que, sozinho, gera cerca de 500 cavalos de potência para o eixo traseiro e que vem acompanhado de um sistema híbrido com propulsores elétricos que, por sua vez, enviam 400 cavalos para as rodas dianteiras.

No entanto, as estrelas do espaço, como comentado anteriormente, foram outros. Começando pela Cayenne S e-Hybrid, feita para os milionários ecoconscientes que desejam ter um Porsche que, ao mesmo tempo que entrega potência, também pode ser econômico – e, vamos lá, uma média de 12 quilômetros por litro de um SUV com mais de 400 cavalos é alguma coisa.

Essa potência é derivada do motor V6 supercharger 3.0 que tem 333 cavalos e conta com a ajuda de um outro propulsor elétrico que colabora com mais 95, fazendo o total chegar a 416. Além da potência, o sistema híbrido também permite que você ande com a Cayenne por até 36 quilômetros no modo elétrico.

A recarga leva entre uma hora e meia até três horas, dependendo do tipo de tomada utilizada. A carga da bateria, inclusive, pode ser checada através de um sistema online chamado Porsche Car Connect, que permite que você verifique a informação através do smartphone.

Logo ao lado, o Panamera foi mostrado em sua nova geração, que vem em duas versões aqui no Brasil: a 4S e a Turbo.

O Panamera 4S vem com um motor de seis cilindros biturbo de 440 cavalos, enquanto a Turbo acrescenta dois cilindros à brincadeira e eleva a potência para 550 cv, suficientes pra levar o grand tourer de 0 a 100 km/h em absurdos 3,6 segundos e superar os 300 km/h de velocidade final.

O preço pela performance e pelo luxo, como é de se esperar, não é baixo: R$ 758 mil pela versão 4S e R$ 981 mil pela Turbo. A Cayenne S e-Hybrid, por sua vez, custa um pouquinho menos, saindo por R$ 432 mil.

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