Contrabandeado da China e vendido no mercado negro da Coreia do Norte, um gadget com custo aproximado de US$ 50 está ajudando cidadãos do país a escapar da censura governamental. Conhecido como “notel” (palavra que mistura notebook e televisão), o gadget é um reprodutor de mídia compacto que reproduz DVDs e conteúdos armazenados em drives USB.

Como esses tipos de mídias podem ser passadas facilmente entre diferentes pessoas de forma discreta, o aparelho está ajudando na difusão de música pop da Coreia do Sul, filmes de Hollywood e programas de notícias — todos proibidos pelo regime de Pyongyang. As notícias da difusão do aparelho vêm de dissidentes do regime, ativistas dos direitos humanos e visitantes do país isolado.

“O governo da Coreia do Norte leva extremamente a sério sua ideologia nacional, então a difusão de mídia que compete com sua propaganda é um problema grande e crescente para eles”, afirmou à Reuters Sokell Park, da organização Liberdade na Coreia do Norte (LiNK). “Se Pyongyang falhar em se adaptar a essas tendências, isso pode ameaçar a sobrevivência a longo-termo do regime”, complementou.

Entre os fatores que ajudam na difusão do notel está a abertura maior que a economia do país testemunhou nos últimos anos. Com a maior disponibilidade de bens e de dinheiro, se torna mais difícil controlar os produtos que chegam ao local — algo que facilita o trabalho de quem opera no mercado negro.

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