(Fonte da imagem: Reprodução/INFO)

Espionagem não é algo reservado aos filmes de James Bond, e quem acha que nosso país não é alvo dos olhares internacionais deveria fazer uma segunda análise para saber o quanto somos monitorados. Para evitar esta situação, o Brasil e a Alemanha estão preparando uma resolução para a Assembleia Geral da ONU que visa acabar com a invasão de privacidade e a espionagem excessiva entre os países. A medida foi tomada após a revelação dos programas de vigilância dos Estados Unidos por parte de um ex-prestador de serviços da agência de inteligência norte-americana.

A chanceler alemã, Angela Merkel, foi surpreendida com as acusações de que a Agência de Segurança Nacional estaunidense (NSA) estaria monitorando seu celular. A NSA ainda foi acusada de acessar milhares de registros telefônicos franceses, motivando o governo alemão a procurar por explicações da Casa Branca.

Para responder às acusações de espionagem do governo norte-americano, as delegações da Alemanha e do Brasil na ONU trabalham no projeto que será apresentado à Assembleia Geral (AG), formada por 193 países. Segundo um diplomata ocidental em condição de anonimato, a resolução conta com amplo apoio dos representantes da AG.

Se aprovada, a resolução da Assembleia Geral não será vinculante, ao contrário das aprovadas pelo Conselho de Segurança formado por 15 países. No entanto, a aprovação com grande apoio pode ganhar peso moral e político dentro da Organização das Nações Unidas.

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