Conforme vão ficando mais populares entre as pessoas, desde apenas curiosos até quem está tentando parar de fumar, os cigarros eletrônicos aparecem cada vez mais nas manchetes de publicações relacionadas a acidentes com explosões dos dispositivos, o que geralmente deixa seus usuários bastante feridos.

Dessa vez, aconteceu com o norte-americano Andrew Hall. Segundo o relato da própria vítima em seu perfil no Facebook, ele se preparava para sair para o trabalho quando seu dispositivo vaporizador explodiu sem a menor explicação. Hall perdeu sete dentes e teve o rosto seriamente ferido, com queimaduras de terceiro grau. “Tenho feito isso há cerca de um ano e garanto que não fiz nada que eu não deveria”, disse ele.

Customização perigosa

Na verdade, a situação não é tão simples assim. Cigarros eletrônicos – ou vapes, como também são chamados – utilizam baterias de diversas naturezas, de acordo com os modelos que são comercializados. Por se tratar de um dispositivo ainda não muito difundido ou consolidado no mercado, várias pessoas têm o costume de personalizar praticamente a estrutura inteira do vape, o que pode acarretar acidentes como esses.

É possível perceber que seu dispositivo utilizava um sistema personalizado de baterias, sem nenhum tipo de controle seguro de potência e que geralmente causa esse tipo de acidente

Geralmente, esses ajustes são feitos no mod do aparelho, a parte que regula a potência com a qual o líquido do cigarro eletrônico é vaporizado. É aí que mora o perigo: qualquer regulagem errada pode levar a bateria a entrar em combustão ou até mesmo explodir por causa da exigência além da permitida sobre elas.

As imagens divulgadas por Andrew Hall no Facebook mostram, além de seu rosto gravemente ferido pela explosão, os restos de seu cigarro eletrônico. Por meio delas, é possível perceber que seu dispositivo utilizava um sistema personalizado de baterias, sem nenhum tipo de controle seguro de potência e que geralmente causa esse tipo de acidente. O risco de adotar essas configurações em um vape realmente é altíssimo e o usuário pode pagar muito caro.

Risco controlado

No Brasil, a prática é permitida, mas o comércio é proibido pela Anvisa desde 2009

Vaporizadores fabricados por empresas conhecidas no mercado possuem sistemas de segurança que evitam a sobrecarga das baterias e, por consequência, acidentes como esse. Funciona da mesma maneira como a alimentação elétrica de um smartphone: realmente em alguns casos ela pode se tornar um perigo, como no caso de alguns defeitos de fabricação e, principalmente, por mau uso. Imagine se você pudesse alterar a configuração de potência da energia do seu celular: certamente o resultado seria catastrófico.

Independentemente de quem tem a culpa de fato, o uso de cigarros eletrônicos tem se tornado popular como meio de amenizar o tabagismo, mas poucos estudos foram feitos nessa área para se compreender outros possíveis males causados pelo hábito. No Brasil, a prática é permitida, mas o comércio é proibido pela Anvisa desde 2009.

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