A NVIDIA acabou de apresentar ao mundo o novo membro da família GPUs para desktop. Trata-se da GeForce GTX 650 Ti Boost, uma versão ainda mais poderosa da 650 Ti. O objetivo da fabricante é apresentar ao mundo uma placa de vídeo capaz de rodar os games atuais com resolução Full HD e gráficos no máximo.

A placa vem equipada com 768 núcleos CUDA e a interface de memória passou de 128 para 192-bits, uma diferença que a ajuda a garantir muito mais velocidade na hora de renderizar as imagens.

As novidades não param por aí: a NVIDIA não aumentou somente a banda de memória, e a nova versão da placa também possui clocks mais altos. Para que tudo isso fosse possível, a NVIDIA foi obrigada a aumentar o consumo energético da placa de 110 para 140 watts.

A GeForce GTX 650 Ti Boost traz os mesmos recursos que as outras placas da geração GTX 600, como o Adaptive Vsync, que pode ajudar a diminuir substancialmente as “quebras” na renderização dos quadros, o TXAA, a nova forma de anti-aliasing e o PhysX, que proporciona aceleração de física para garantir melhores efeitos dentro dos games.

(Fonte da imagem: Divulgação/NVIDIA)

A maior diferença desse modelo em relação à 650 Ti original é a implementação do GPU Boost, que é um recurso que pode aumentar o clock da placa dinamicamente para garantir mais poder de fogo.

De acordo com informações da NVIDIA, esse modelo consegue ser até 40% mais rápido que a GTX 650 Ti em alguns aplicativos, o que demonstra um salto muito grande na capacidade de modelo.

Especificações técnicas

Visual da placa

Se considerarmos que a GeForce GTX 650 Ti utiliza a mesma GPU e interface de memória que a GTX 660, não é difícil entender por que as duas placas são tão parecidas fisicamente. O modelo de referência que nós testamos possui um desenho semelhante ao da GTX Titan, porém sem trazer a carcaça de metal e a janela transparente que mostra o dissipador de calor.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

O cooler utilizado pela placa é o tradicional blower. Apesar de o consumo de energia ter aumentado nesse modelo, a temperatura manteve-se no mesmo patamar, e o cooler consegue dar conta do recado mesmo sem produzir muito ruído. Isso conta muito para aqueles que não curtem um PC muito barulhento dentro do quarto.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Apesar de a placa medir 24 centímetros de comprimento, o PCB ocupa apenas 17 centímetros; o restante é reservado para o cooler da peça. O conector de energia de seis pinos encontra-se na parte lateral superior da placa, ao lado da etiqueta que diz “GeForce GTX”.

Na parte superior também podemos encontrar o único conector para SLI da placa. Isso significa que é possível conectar apenas duas GTX 650 Ti Boost em série para conseguir mais desempenho nos games.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Na parte da frente temos os conectores de vídeo: são duas saídas DVI, uma HDMI e uma Display Port posicionadas em torno da saída de ar quente da placa.

Tecnologia de ponta para os games de última geração

Uma das maiores novidades na GTX 650 Ti Boost é justamente o recurso que dá o nome à placa. O GPU Boost era um dos itens que não estavam presentes na versão original, a GTX 650 Ti.

Graças a isso, o Clock do processador pode ir de 925 MHz da versão original para até 1.033 MHz na nova placa. Um salto considerável que pode garantir um desempenho muito mais consistente.

O GPU Boost funciona da seguinte maneira: a GPU tem dois clocks principais; o básico, que é clock mínimo com que a placa vai trabalhar, e o Boost, que é uma espécie de overclock automático realizado pela própria placa. O que determina esse limite é o TDP, ou seja, enquanto a placa não atingir o limite energético, o clock pode continuar aumentando.

(Fonte da imagem: Divulgação/NVIDIA)

O Adaptive Vsync (Sincronização Vertical Adaptativa) promete aumentar a qualidade visual dos games como um todo sem comprometer o desempenho das aplicações. Quando o Vsync é ativado, a taxa de atualização dos quadros do jogo é sincronizada com a frequência do monitor, garantindo uma movimentação muito mais suave na tela.

O problema é que, em cenas de movimentação intensa, o frame rate diminui, causando lentidão em determinados momentos. Com o Vsync desativado, essa lentidão não ocorre, mas os gráficos podem apresentar falhas.

O Adaptive Vsync junta o melhor dos dois mundos, ou seja, em trechos do jogo em que a animação é mais intensa, o Vsync é desativado automaticamente, evitando lentidão. Logo depois, ele é reativado, garantindo a fluidez das animações.

(Fonte da imagem: Divulgação/NVIDIA)

O PhysX é um sistema de aceleração de física que acompanha todas as GPUs de última geração da NVIDIA. A origem do mecanismo é a PPU (Phisics Processing Unit – Unidade de Processamento de Física), criada pela AGEIA Technologies. A NVIDIA adquiriu a empresa em 2008 e incluiu esses aceleradores de física nas suas GPUs.

Os jogos atuais possuem muitos elementos se movimentando simultaneamente. São explosões, roupas, cabelos e uma infinidade de objetos que precisam ser gerenciados pelo sistema. Se não existe um sistema específico para processar a física, quem se torna responsável por isso é a CPU, que acaba ficando sobrecarregada.

(Fonte da imagem: Divulgação/NVIDIA)

Graças ao sistema de aceleração PhysX, é possível ter esses efeitos especiais durante os jogos sem que o processador sofra para administrar tudo.

Para aumentar a qualidade da imagem dentro dos jogos, nem sempre é suficiente aumentar o clock da GPU. Novas tecnologias sempre são bem-vindas, e nessa geração a NVIDIA implementou o TXAA.

Esse novo método de anti-aliasing foi projetado para combinar o poder do MSAA com novos filtros de imagem sofisticados, semelhantes aos utilizados em filmes de computação gráfica. Além disso, o TXAA também aplica um filtro temporal entre os quadros, fazendo com que as imagens fiquem mais suaves sem que a máquina precise sacrificar o desempenho.

GeForce Experience

O GeForce Experience não é exatamente um recurso exclusivo dessa placa, mas é uma novidade bem-vinda da NVIDIA que pode favorecer o aumento de desempenho dos games. O software é um painel de controle que pode fazer duas coisas importantes: manter a placa de vídeo sempre com os drivers atualizados e também otimizar automaticamente as configurações da placa de vídeo, criando um perfil diferente para cada jogo instalado na máquina.

(Fonte da imagem: Divulgação/NVIDIA)

Além de garantir um maior desempenho, essa ferramenta também pode facilitar a vida de quem não quer perder tempo testando configurações diferentes na hora de tentar conseguir alguns quadros por segundo a mais.

E o desempenho da placa?

A GeForce GTX 650 Ti Boost foi desenvolvida pela NVIDIA para ser uma placa de vídeo acessível e barata, mas sem deixar de oferecer um bom desempenho aos jogadores que querem pagar pouco, mas não querem abrir mão de um nível de detalhes visualmente satisfatório.

A nossa análise compreende testes de desempenho, design e eficiência térmica. Para isso, utilizamos diversos softwares específicos e alguns games de última geração. Para concluir, também comparamos a placa de vídeo com outros modelos, podendo, dessa forma, saber como ela se comporta em relação às outras e medir o seu desempenho.

Configurações da máquina de testes

  • Processador: Intel Core i7 920 Socket 1366 - Bloomfield - 2,66 GHz;
  • Memória: 6 GB RAM DDR3 Triple Channel;
  • Placa-mãe: Gigabyte X58-USB3;
  • Armazenamento: HD Seagate ST2000DM001-9YN164;
  • Chipset: Intel X58;
  • Sistema Operacional: Windows 7 Professional 64-bits.

A NVIDIA desenvolveu essa placa para trabalhar com eficiência na resolução Full HD, ou seja, 1920x1080 pixels. Sendo assim, todos os testes foram realizados nessa configuração, com exceção ao 3D Mark 11, que foi configurado para rodar no modo “Performance”.

Crysis 2

O segundo jogo da série utiliza a CryEngine 3 para trazer efeitos especiais e visuais incríveis para os jogos. A série Crysis é conhecida por abusar do hardware e exigir máquinas poderosas para dar conta do recado.

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Battlefield 3

Battlefield 3 dá sequência à consagrada franquia de FPS da DICE, acrescentando à fórmula tradicional da série novas possibilidades estratégicas, bem como unidades inéditas e um tratamento gráfico diferenciado. Para aumentar a ação presente no título, a desenvolvedora também acrescentou novos mapas, armas e veículos.

O jogo possui gráficos incríveis e muitos efeitos de luz, fumaça e explosões. Tudo isso em meio a muita ação. Então, para ter uma experiência completa com o game, é necessário um hardware à altura. Logo, o título é um ótimo “termômetro” para medir a qualidade das GPUs

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Total War: Shogun 2

Em Total War: Shogun 2, você assume o controle dos exércitos japoneses e precisa utilizar as melhores táticas de guerra para vencer as batalhas. O número elevado de personagens simultâneos na tela durante as lutas pode ser um desafio para sistemas menos potentes.

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Aliens vs. Predador

Aliens vs. Predator é um jogo de tiro em primeira pessoa que coloca os fuzileiros coloniais contra os temíveis aliens e um predador em uma sangrenta batalha. O jogo foi um dos primeiros a utilizar o DirectX 11 para conseguir efeitos visuais interessantes.

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Metro 2033

A história de Metro 2033 se passa em um futuro pós-apocalíptico. Depois de uma guerra nuclear, o mundo tenta se reerguer entre as cinzas da destruição. O jogo também é conhecido por exigir força bruta das placas de vídeo devido aos recursos gráficos presentes e explorados ao máximo.

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F1 2012

O mais importante em um jogo de simulação é a fidelidade dos detalhes. F1 2012 coloca você no comando dos mais velozes carros de corrida da categoria, todos com muitos detalhes gráficos e efeitos visuais impressionantes. Para manter a velocidade e a consistência durante as corridas, é preciso ter um equipamento à altura.

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Need For Speed: Most Wanted (2012)

O remake do game de corrida de 2005 traz um visual remodelado e a mesma temática do original: fugir da polícia pilotando os esportivos mais incríveis do mundo. Todos os veículos possuem detalhes incríveis, e os efeitos especiais do título dão um charme especial para as corridas, mas exigem um hardware competente para dar conta do recado.

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3D Mark 11

O 3D Mark é, talvez, o mais conhecido software de benchmark do mercado. No mundo todo, pessoas utilizam esse software para medir o desempenho de suas máquinas. É claro que não poderíamos deixar de testar nosso equipamento com este aplicativo.

Para efetuar os testes, nós utilizamos a versão Basic do 3D Mark 11. Os exames foram feitos no modo “Performance”.

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Unigine Heaven benchmark

O Heaven Benchmark foi desenvolvido para explorar todos os recursos das placas de vídeo, testando os limites do hardware em situações específicas. O teste é baseado no motor gráfico Unigine e utiliza o que há de mais moderno em sistema de iluminação, física e Tessellation para determinar o poder da placa de vídeo.

Total de pontos. Quanto mais, melhor.

Vale a pena?

Apesar de a família GTX 600 da NVIDIA já ter placas de vídeo enquadradas em praticamente todas as categorias de preço e desempenho, a empresa decidiu lançar mais um modelo intermediário para conquistar a faixa de usuários que não pode arcar com os custos de uma GPU de última geração e costuma passar diversos anos sem trocar de equipamentos.

(Fonte da imagem: Divulgação/NVIDIA)

A NVIDIA coloca essa placa na mesma categoria da AMD Radeon HD 7850, e nos testes é possível ver que ela empata ou supera a concorrente na maioria das situações. Além disso, a nova GPU consegue chegar perto até mesmo de sua irmã maior, a GeForce GTX 660.

O que mais chama atenção no equipamento é o preço. A NVIDIA colocou o modelo de 2 GB no mercado por US$ 170 (cerca de R$ 340 na cotação atual). Além disso, a empresa deve lançar um modelo com 1 GB custando US$ 150 (cerca de R$ 300 na cotação atual). Isso faz com que ela seja muito atraente e tenha uma ótima relação custo-benefício.

(Fonte da imagem: Divulgação/NVIDIA)

Já no Brasil, a placa ainda não está disponível no mercado, porém a ZOTAC já anunciou que o primeiro modelo a ser lançado no nosso país deve chegar em abril por R$ 759, o que a coloca praticamente na mesma faixa de preço da GeForce GTX 660. Isso acaba um pouco com a estratégia original da NVIDIA e, pelo menos por aqui, tira o principal diferencial do modelo.

(Fonte da imagem: Divulgação/NVIDIA)

Se deixarmos esse fator de lado e analisarmos o conjunto da obra, temos uma placa de vídeo que poderá trazer um desempenho satisfatório ainda por algum tempo, possivelmente até mesmo alguns anos, principalmente se levarmos em conta que muitos dos games atuais podem ser executados nessa placa com uma boa taxa de quadros por segundo.

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