A família Radeon HD 7700 chegou ao mercado no início de 2012 com dois modelos: a Radeon HD 7750 e a Radeon HD 7770. Ambas utilizam o processador de código Cape Verde, uma versão um pouco mais simples do núcleo Tahiti que movimenta as placas da série Radeon HD 7900. Sendo assim, a GPU possui as mesmas funções de sua irmã maior; sendo desenvolvida, inclusive, com a tecnologia de 28 nm.

A placa que nós vamos testar hoje é a ASUS Radeon HD 7750. Esse modelo pertence à família de GPUs mid-range, ou seja, categoria média de performance. É claro que ela possui menos poder que as placas de vídeo da família Radeon HD 7900, porém esse modelo possui um preço muito mais em conta que aqueles maiores, sendo uma ótima pedida para construir máquinas para jogos baseando-se no custo-benefício.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

O clock-padrão desse chip gráfico é de 800 MHz, entretanto a ASUS optou por desenvolver uma solução um pouco mais forte, travando esse número em 820 MHz no momento da fabricação, garantindo mais poder que o modelo de referência desenvolvido pela AMD.

Especificações técnicas

Conteúdo da embalagem

A ASUS Radeon HD 7750 possui uma embalagem de tamanho médio, que não deixa de mostrar todos os detalhes e recursos da placa logo na parte da frente da caixa. Logo que a abrimos, encontramos uma segunda embalagem branca que carrega a placa no centro, componente protegido por um plástico antiestático.

Junto com a placa, encontramos um adaptador DVI para D-Sub, um manual de referência rápida e um disco com os drivers e aplicativos para o gerenciamento da placa.

A Radeon HD 7750 da ASUS traz uma cobertura plástica na parte de cima que possui o formato que lembra um losango, sendo que o cooler fica posicionado bem no centro. Com alguns detalhes distribuídos em preto e vermelho, é possível perceber que a fabricante tentou garantir a simplicidade no design sem deixar de lado a elegância.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Apesar de a placa ocupar dois espaços dentro do gabinete, ela possui apenas uma aleta de fixação. É nessa mesma peça que a GPU exibe também as três saídas de vídeo: DisplayPort, HDMI e DVI.

O tamanho pequeno da Radeon HD 7750 é uma vantagem na hora de “espetá-la” na placa-mãe. Graças a essa característica, é muito mais fácil organizar os itens dentro do gabinete, uma vez que o seu comprimento não deverá afetar o restante dos componentes do computador como ocorre com os modelos maiores.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Design da placa e sistema de refrigeração

Ao contrário dos modelos maiores da ASUS, essa GPU consome muito menos energia. Graças a isso, menos calor é gerado pela placa, garantindo um design mais simples ao modelo.

Como as dimensões da 7750 são relativamente pequenas, o dissipador de calor em formato circular ocupa quase toda a placa. O chip gráfico fica posicionado no centro da PCB e, sobre ele, um cooler tradicional expulsa todo o calor para fora da placa.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

O único problema desse design é que, como a placa possui um sistema de refrigeração mais simplificado, todo o ar quente gerado pela peça se mantém dentro do gabinete em vez de ser jogado para fora como nas placas maiores que possuem um encapsulamento diferenciado.

Menos consumo energético

A geração 7000 das placas Radeon HD trabalha com um novo sistema de gerenciamento de energia: o AMD ZeroCore Power. A empresa aproveitou a sua experiência com o desenvolvimento de chips para notebooks e conseguiu implementar novidades interessantes em suas GPUs.

Uma das vantagens trazidas por essa ferramenta é que a placa é praticamente desativada quando o monitor está desligado, garantindo muita economia de energia quando você não está utilizando o computador (além de fazer com que os componentes eletrônicos durem mais).

(Fonte da imagem: Reprodução/AMD)

Quem trabalha com soluções multi-GPU também pode se beneficiar do ZeroCore Power. Na maioria dos casos, mais de uma placa de vídeo só é necessária para jogos ou aplicativos que demandam muito poder de processamento gráfico, porém isso não acontece o tempo todo.

Quando você estiver navegando pela internet, por exemplo, a placa secundária que não está sendo utilizada também é desativada, garantindo uma durabilidade maior ao componente, além de muita economia de energia.

Qualidade de imagem e múltiplos monitores

O DirectX 11 trouxe inúmeros recursos avançados de tecnologia para melhorar substancialmente a qualidade de imagem. Um dos mais importantes dessa geração é, sem dúvida, o Tessellation.

O que esse recurso faz é simples. Sabemos que, dentro dos games, quase todos os objetos são construídos com polígonos. São milhares de triângulos posicionados lado a lado para compor os personagens, os cenários e tudo mais que existe na cena. Caso desejemos aumentar o número de detalhes, é preciso aumentar também o número de polígonos.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

E é mais ou menos isso o que o Tessellation faz. O efeito quebra cada um desses polígonos em dezenas, centenas ou até mesmo milhares de pequenos triângulos, formando mosaicos e permitindo que o nível de detalhes presentes nas imagens aumente substancialmente.

A AMD entende a importância desse recurso e decidiu implementar melhorias radicais na família 7000 de GPUs. O que as placas podem oferecer é um aumento que vai de 79% até 350% de melhoria no desempenho das placas na hora de aplicar o Tessellation, segundo informações fornecidas pela própria AMD. Dessa maneira, é possível garantir mais qualidade de imagem com menos recursos gastos.

Nem sempre trabalhar com apenas um monitor é suficiente para reproduzir os efeitos especiais dos jogos. Alguns games imploram por um campo de visão mais abrangente. Um ótimo exemplo disso são os games de corrida.

(Fonte da imagem: Reprodução/AMD)

Para resolver esse problema, a AMD trouxe para essa geração o Eyefinity 2.0, tornando a utilização de várias telas uma tarefa muito mais simples. Uma das novidades é que é possível utilizar telas com resoluções diferentes simultaneamente, configurando-as de forma independente, aumentando exponencialmente a compatibilidade.

Os efeitos especiais em três dimensões estão ganhando cada vez mais espaço no mundo do entretenimento, e a AMD também possui esse recurso em suas placas gráficas. Trata-se do HD3D, que proporciona efeitos estereoscópicos em três dimensões.

Uma vantagem do HD3D é que ele pode ser combinado com o Eyefinity para garantir efeitos especiais 3D em mais de uma tela simultaneamente.

Graphics Core Next

A nova linha de GPUs da AMD possui uma nova arquitetura, chamada Graphics Core Next (GCN). O que esse recurso faz é ampliar a capacidade do computador como um todo, não se resumindo a oferecer alto desempenho apenas durante os games. A arquitetura GCN é o primeiro sistema da AMD desenvolvido especialmente para a computação em geral.

(Fonte da imagem: Reprodução/AMD)

Com isso, as GPUs da série 7000 são capazes de gerenciar processos até então exclusivos da CPU principal dos computadores, aumentando o desempenho do sistema em geral.

Preparação para os testes

A nossa análise compreende testes de desempenho, design e eficiência térmica. Para isso, utilizamos diversos softwares específicos e alguns games de última geração. Para concluir, também comparamos a placa de vídeo com outros modelos, podendo, dessa forma, saber como ela se comporta em relação às outras e medir o seu desempenho.

Configurações da máquina de testes

  • Processador: Intel Core i7 920 Socket 1366 - Bloomfield - 2,66 GHz;
  • Memória: 6 GB RAM DDR3 Triple Channel;
  • Placa-mãe: Gigabyte X58-USB3;
  • Armazenamento: HD Seagate ST2000DM001-9YN164;
  • Chipset: Intel X58;
  • Sistema Operacional: Windows 7 Professional 64-bits.

Todos os testes foram executados na resolução Full HD, ou seja, 1920x1080. Os games foram configurados para rodar com o máximo de detalhes possível, sendo que todos eles estavam com todas as atualizações instaladas, incluindo pacote de texturas, como é o caso de Crysis 2.

Batman: Arkham City

Batman: Arkham City utiliza a Unreal Engine 3 para reproduzir o clima sombrio do mundo do Homem-Morcego. Apesar de ser o mesmo motor utilizado no primeiro jogo, essa versão possui recursos gráficos mais avançados, como Tessellation. Juntando isso ao mundo aberto e grande para ser explorado, temos um jogo que pode exigir bastante das placas de vídeo.

Frames por segundo: quanto mais, melhor.

Crysis 2

Crysis 2 é o segundo capítulo do jogo que tornou-se padrão de desempenho para os gamers do mundo todo. Sempre que alguém adquiria um novo componente para o seu PC, ouvia a pergunta: roda Crysis? E o comentário não é à toa, já que o game da Crytek oferece visuais estonteantes, mas, por outro lado, abusa do hardware.

O segundo jogo da série utiliza a CryENGINE 3, que é uma engine melhorada e capaz de oferecer visuais ainda mais impressionantes que aqueles do primeiro jogo. Assim como seu antecessor, Crysis 2 também requer um hardware poderoso para rodar sem apresentar lentidão — principalmente com o pacote de texturas em alta resolução e o patch que habilita DirectX 11 e efeitos de Tessellation no game.

Frames por segundo: quanto mais, melhor.

Battlefield 3

Battlefield 3 dá sequência à consagrada franquia de FPS da DICE, acrescentando à fórmula tradicional da série novas possibilidades estratégicas, bem como unidades inéditas e um tratamento gráfico diferenciado. Para aumentar a ação presente no título, a desenvolvedora também acrescentou novos mapas, armas e veículos.

O jogo possui gráficos incríveis e muitos efeitos de luz, fumaça e explosões. Tudo isso em meio a muita ação. Então, para ter uma experiência completa com o game, é necessário um hardware à altura. Logo, o título é um ótimo “termômetro” para medir a qualidade das GPUs

Frames por segundo: quanto mais, melhor.

Total War: Shogun 2

Total War: Shogun 2 se passa no Japão, mais precisamente durante a era feudal. Neste game de estratégia, você precisa controlar os exércitos japoneses durante inúmeras batalhas.

Existem diversas classes diferentes, e o número de soldados disponíveis para cada exército é imenso. O jogo possui um elevado número de personagens simultâneos na tela durante as lutas, além de efeitos especiais avançados. Por isso, Total War: Shogun 2 pode ser um desafio para configurações de hardware menos potentes.

Frames por segundo: quanto mais, melhor.

Metro 2033

A história de Metro 2033 se passa em um futuro pós-apocalíptico. Depois de uma guerra nuclear, o mundo tenta se reerguer entre as cinzas da destruição. O jogo também é conhecido por exigir força bruta das placas de vídeo devido aos recursos gráficos presentes e explorados ao máximo.

A grande quantidade de efeitos especiais e técnicas avançadas faz desse game uma ótima ferramenta de teste para a comparação das placas de vídeo.

Frames por segundo: quanto mais, melhor.

F1 2012

F1 2012 é o mais novo capítulo do game de corrida produzido pela Codemasters. O jogo reproduz com extrema fidelidade as pistas e os carros de todas as equipes que participam do campeonato de automobilismo mais famoso de todos.

A alta taxa de polígonos utilizados nos modelos e os avançados efeitos de luz e sombra podem fazer qualquer placa de vídeo mais simples sofrer para processar todos os dados a uma taxa de quadros adequada.

Frames por segundo: quanto mais, melhor.

Need For Speed Most Wanted (2012)

O remake do game de corrida de 2005 traz um visual remodelado e a mesma temática do original: fugir da polícia pilotando os esportivos mais incríveis do mundo. Todos os veículos possuem detalhes incríveis, e os efeitos especiais do título dão um charme especial para as corridas, mas exigem um hardware competente para dar conta do recado.

Frames por segundo: quanto mais, melhor.

3D Mark 11

O 3D Mark é, talvez, o mais conhecido software de benchmark do mercado. No mundo todo, pessoas utilizam esse software para medir o desempenho de suas máquinas. É claro que não poderíamos deixar de testar nosso equipamento com este aplicativo.

Para efetuar os testes, nós utilizamos a versão Basic do 3D Mark 11. Os exames foram feitos no modo-padrão, ou seja, nenhuma configuração foi alterada antes de rodar os testes.

Frames por segundo: quanto mais, melhor.

Vale a pena?

Escolher uma nova placa de vídeo para o computador não é uma tarefa fácil, primeiro porque a quantidade de modelos disponíveis no mercado é absurdamente grande. Mesmo que existam apenas dois grandes fabricantes de chips gráficos atualmente (AMD e NVIDIA), cada um possui um grande número de modelos e gerações disponíveis no mercado.

Em segundo lugar, a placa de vídeo precisa caber no bolso — e esse talvez seja o ponto mais importante. É justamente aí que a ASUS Radeon HD 7750 se encaixa. Ela não vai vencer nenhuma competição de velocidade, mas com os ajustes corretos nos games é possível jogar até mesmo os títulos mais modernos com uma qualidade gráfica de média para cima e uma taxa de quadros por segundo razoável.

(Fonte da imagem: Divulgação/ASUS)

Essa questão também pode apresentar um dos maiores problemas da placa: o desempenho a médio e longo prazo. Como ela já trabalha no limite com os títulos da geração atual, é difícil que ela consiga dar conta dos games da próxima geração, principalmente títulos modernos como Crysis 3, que abusam dos efeitos especiais complexos.

No Brasil, até o fechamento dessa matéria, essa placa de vídeo estava na faixa dos R$ 400 a R$ 500, um valor na medida certa para quem deseja montar um PC gamer (ou até mesmo dar uma melhorada na máquina atual) sem gastar muito.

Se você consegue abrir mão de alguns efeitos especiais em nome da economia e da diversão, esta placa de vídeo é para você.

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