O chip mais poderoso da atualidade desenvolvido pela NVIDIA utiliza a arquitetura Kepler para oferecer o máximo de desempenho que uma placa de vídeo com uma única GPU pode oferecer.

O modelo custa caro, mas oferece um ótimo desempenho e possui uma grande quantidade de vantagens em relação aos chips top de linha da geração anterior.

As novas GPUs gastam menos energia, esquentam menos e possuem recursos exclusivos que fazem a diferença na hora que precisamos de alguns quadros a mais. Além disso, o equipamento aproveita a nova interface PCI Express 3.0 para oferecer até o dobro de velocidade na transmissão dos dados se comparado com a geração anterior.

Muito poder para essa e para a próxima geração

A GTX 680 utiliza com precisão todos os novos recursos gráficos trazidos pelo DirectX 11, como a reprodução de vídeos em altíssimas resoluções e Tessellation. Além disso, o novo chip da NVIDIA traz algumas novidades interessantes, como um novo modo de anti-aliasing (TXAA e FXAA) que pode proporcionar muito mais qualidade de imagem sem que o desempenho seja comprometido com isso.

O Adaptive Vertical Sync ajuda a melhorar o desempenho dentro dos games, fazendo com que a sincronização vertical da tela seja desabilitada, quando o sistema precisa de mais velocidade, e habilitada novamente, quando a situação volta ao normal. Através disso, é possível ganhar mais fluência dentro dos aplicativos.

(Fonte da imagem: Reprodução/Baixaki Jogos)

A alta eficiência energética da arquitetura Kepler faz com que o chip precise de menos energia para rodar em velocidade total. Além disso, a GPU possui um novo recurso chamado GPU Boost, que pode aumentar o clock do processador dinamicamente em momentos de necessidade, deixando o equipamento mais poderoso instantaneamente.

Quem gosta de efeitos especiais em três dimensões pode aproveitar o 3D Vision para entrar de cabeça no mundo dos games e do cinema. Todas as placas modernas da NVIDIA possuem esse recurso que vai transformar a experiência de ver filmes e jogar através do computador.

PhysX

O PhysX é um sistema de aceleração de física pelo qual a placa pode controlar animações e efeitos especiais com mais precisão. Antes de esse recurso ser adicionado ao hardware da NVIDIA, todo o processamento pesado necessário pelos cálculos de física ficava a cargo da CPU principal do computador.

AmpliarBorderlands 2 utiliza o PhysX. (Fonte da imagem: Reprodução/NVIDIA)

Com o PhysX ativado, as placas de vídeo podem executar animações mais complexas sem que isso sobrecarregue o sistema.

Especificações

Conteúdo da embalagem

Assim como acontece com todas as placas de alto desempenho, a GeForce GTX 680 da EVGA vem em uma caixa grande. Na parte da frente temos a logo da EVGA e as características principais do modelo. Atrás da caixa temos o desenho da placa, todas as características e funções especiais e uma abertura, em que é possível visualizar uma parte da placa dentro da caixa.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

O interior é semelhante ao que já vimos na GTX 660 Ti. A placa vem acomodada em um estojo plástico. Fora dela encontram-se os folhetos de consulta rápida, o manual de instruções, um pôster, adesivos da EVGA, um CD contendo os drivers e softwares exclusivos da fabricante e um sticker para gabinete.

Os conectores da placa também são protegidos por tampas de borracha. Dessa maneira, o transporte do equipamento pode ser feito de forma mais segura.

Design da placa

O design da GeForce GTX 680 é sóbrio. O modelo utiliza um tipo já tradicional de design, semelhante ao visto nos modelos de referência desenvolvidos pela NVIDIA. Todo o corpo da placa é encapsulado em uma peça única de plástico, formando um recipiente quase que lacrado e sem aberturas nas laterais.

(Fonte da imagem: Divulgação/EVGA)

A parte de cima da peça possui um relevo muito elegante, trazendo uma parte mais clara com o logo da EVGA e o modelo da placa.

O design da placa é assim devido ao estilo de cooler escolhido: o blower. Esse modelo de ventoinha funciona de uma forma diferente dos tradicionais, que possuem um fluxo de ar no sentido vertical. O blower puxa o ar de cima e joga ele para os lados. Para que ele seja direcionado de forma adequada, o encapsulamento da placa precisa ajustar o fluxo do ar corretamente.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Resumindo: o ar entra por cima pelo blower, passa pelo dissipador que cobre toda a placa, remove o calor e sai pela grelha que fica na parte de trás da placa, sobre os conectores de vídeo.

Para conexão externa, a placa possui quatro portas: uma DisplayPort, uma HDMI e duas portas DVI.

Para fazer a GTX 680 funcionar, é preciso fornecer bastante energia. Mesmo que ela seja mais eficiente energeticamente que os modelos da geração anterior, essa placa requer que sejam conectados nela um cabo de força de oito pinos e um de seis.

(Fonte da imagem: Divulgação/EVGA)

Ambos ficam conectados na lateral da placa que, quando está dentro do PC, ficam para cima, como a maioria dos modelos. O conector menor fica posicionado levemente mais para baixo do que o maior.

Recursos exclusivos da placa

A GeForce GTX 680 da EVGA que nós testamos é o modelo SuperClocked Signature. Isso significa que o modelo possui mais desempenho que os modelos de referência que utilizam a mesma GPU.

O que testamos traz o clock da GPU marcando 1.054 MHz e o da memória 6.208 MHz. Esse aumento parece pequeno, mas já é suficiente para garantir um bom incremento na taxa de quadros por segundo dentro dos games, principalmente quando o recurso Boost Clock estiver ativado, o que faz essa taxa aumentar ainda mais.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

A Signature Edition também oferece ótimas ferramentas de overclock. O modelo traz um conector de energia de seis pinos e outro de oito (os modelos de referência trabalham com dois conectores de seis pinos). Graças a isso, é possível fazer overclocks maiores, já que a placa recebe mais energia.

EVGA Precision X

Para executar overclocks com muito mais precisão, você precisa de um software adequado para o serviço. Para este fim, é possível encontrar no CD de drivers que acompanha a placa o software Precision X. Com ele, é possível fazer diversas configurações avançadas na GTX 680, desde overclock até ajustes de voltagem e monitoramento da placa.

O aplicativo também possui um interessante sistema de controle de framerate. Imagine que você queira que todos os jogos rodem em 30 quadros por segundo. Você regula essa opção dentro do Precision X e inicia o jogo.

(Fonte da imagem: Divulgação/EVGA)

Caso a placa tenha poder sobrando, ela vai diminuir a frequência do clock até que a meta de 30 frames por segundo seja atingida. Isso ajuda a economizar energia, principalmente quando não há necessidade de tanto poder da GPU.

EVGA OC Scanner X

O software EVGA OC Scanner X é um utilitário que serve para acompanhar o funcionamento de sua GeForce de perto. Com ele, é possível executar benchmarks, exames e muitos testes em busca de problemas. O aplicativo é uma ferramenta vital, principalmente quando a placa é levada até os seus limites com overclocks.

(Fonte da imagem: Divulgação/EVGA)

Ao combinar esse programa com o Precision X, você consegue ter uma suíte completa de aplicativos para aumentar a performance e, ao mesmo tempo, garantir o funcionamento da placa de vídeo.

Configurações da máquina de testes

  • CPU: Intel Core i7 920 (primeira geração);
  • Memória: 6 GB RAM Triple Channel;
  • SO: Windows 7 Professional 64-bits.

Todos os testes foram executados na resolução Full HD, ou seja, 1920x1080. Os games foram configurados para rodar com o máximo de detalhes possível, sendo que todos eles estavam com todas as atualizações instaladas, incluindo pacote de texturas, como é o caso de Crysis 2.

Batman: Arkham City

Batman: Arkham City utiliza a Unreal Engine 3 para reproduzir o clima sombrio do mundo do Homem-Morcego. Apesar de ser o mesmo motor utilizado no primeiro jogo, essa versão possui recursos gráficos mais avançados, como Tessellation. Juntando isso ao mundo aberto e grande para ser explorado, temos um jogo que pode exigir bastante das placas de vídeo.

O novo capítulo da série de jogos do herói mascarado também pode oferecer um grande aumento na qualidade de imagem e dos efeitos especiais. Isso é possível graças aos recursos PhysX, que favorecem os visuais através de avançados recursos de física.

O segundo teste mostra os recursos de PhysX ativados. Como ele é exclusivo das placas NVIDIA, somente elas foram testadas. 

Crysis 2

Crysis 2 é o segundo capítulo do jogo que tornou-se padrão de desempenho para os gamers do mundo todo. Sempre que alguém adquiria um novo componente para o seu PC, ouvia a pergunta: roda Crysis? E o comentário não é à toa, já que o game da Crytek oferece visuais estonteantes, mas, por outro lado, abusa do hardware.

O segundo jogo da série utiliza a CryENGINE 3, que é uma engine melhorada e capaz de oferecer visuais ainda mais impressionantes que aqueles do primeiro jogo. Assim como seu antecessor, Crysis 2 também requer um hardware poderoso para rodar sem apresentar lentidão — principalmente com o pacote de texturas em alta resolução e o patch que habilita DirectX 11 e efeitos de Tessellation no game.

Battlefield 3

Battlefield 3 dá sequência à consagrada franquia de FPS da DICE, acrescentando à fórmula tradicional da série novas possibilidades estratégicas, bem como unidades inéditas e um tratamento gráfico diferenciado. Para aumentar a ação presente no título, a desenvolvedora também acrescentou novos mapas, armas e veículos.

O jogo possui gráficos incríveis e muitos efeitos de luz, fumaça e explosões. Tudo isso em meio a muita ação. Graças a tudo isso, para ter uma experiência completa com o game, é preciso possuir um hardware à altura. Então, ele é um ótimo “termômetro” para medir a qualidade das GPUs.

Total War: Shogun 2

Total War: Shogun 2 se passa no Japão, mais precisamente durante a era feudal. Neste game de estratégia, você precisa controlar os exércitos japoneses durante inúmeras batalhas.

Existem diversas classes diferentes, e o número de soldados disponíveis para cada exército é imenso. O jogo possui um elevado número de personagens simultâneos na tela durante as lutas, além de efeitos especiais avançados. Por isso, Total War: Shogun 2 pode ser um desafio para configurações de hardware menos potentes.

Metro 2033

A história de Metro 2033 se passa em um futuro pós-apocalíptico. Depois de uma guerra nuclear, o mundo tenta se reerguer entre as cinzas da destruição. O jogo também é conhecido por exigir força bruta das placas de vídeo devido aos recursos gráficos presentes e explorados ao máximo.

A grande quantidade de efeitos especiais e técnicas avançadas faz desse game uma ótima ferramenta de teste para a comparação das placas de vídeo.

F1 2012

F1 2012 é o mais novo capítulo do game de corrida produzido pela Codemasters. O jogo reproduz com extrema fidelidade as pistas e os carros de todas as equipes que participam do campeonato de automobilismo mais famoso de todos.

A alta taxa de polígonos utilizados nos modelos e os avançados efeitos de luz e sombra podem fazer qualquer placa de vídeo mais simples sofrer para processar todos os dados a uma taxa de quadros adequada.

3D Mark 11

O 3D Mark é, talvez, o mais conhecido software de benchmark do mercado. No mundo todo, pessoas utilizam esse software para medir o desempenho de suas máquinas. É claro que não poderíamos deixar de testar nosso equipamento com este aplicativo.

Para efetuar os testes, nós utilizamos a versão Basic do 3D Mark 11. Os exames foram feitos no modo-padrão, ou seja, nenhuma configuração foi alterada antes de rodar os testes.

FurMark

FurMark é um aplicativo que tem como objetivo principal estressar as placas de vídeo em busca de falhas no hardware. O programa também leva a placa à sua máxima temperatura de trabalho. Com isso, é possível medir a temperatura máxima atingida e o ruído emitido pela peça.

A placa da EVGA possui a construção muito próxima à outros modelos já testados aqui, como a GTX 660 e a GTX 660 Ti. O cooler em formato blower é capaz de resfriar adequadamente a placa, mesmo que durante os testes ela tenha atingido 85 graus Celsius de temperatura.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

A GPU manteve-se quente, porém, estável, não ultrapassando esse limite e não apresentando problemas inerentes ao superaquecimento, como o desligamento repentino ou artefatos na tela.

O som emitido pela placa pode ser considerado mediano. Se comparada com a GTX 670 da MSI que testamos recentemente, podemos dizer que a emissão sonora deste modelo é relativamente mais alta. Não chega a incomodar, mas é possível perceber o som liberado pela GTX 680 mesmo com o gabinete fechado.

Vale a pena?

A GeForce GTX 680 da EVGA é um equipamento muito poderoso. A NVIDIA acertou em cheio com o desenvolvimento da arquitetura Kepler. Durante os testes, percebemos que ela carrega muito potencial.

O design mais simples não deixa de ter o seu charme, porém a solução de resfriamento poderia seguir um desenho um pouco mais eficiente e silencioso. A temperatura atingida pela placa em full-load está no limite máximo, deixando pouca — ou nenhuma — margem para overclock sem precisar substituir o sistema de arrefecimento da peça.

(Fonte da imagem: Reprodução/Baixaki jogos)

O consumo de energia está na média, mas, levando-se em conta os avançados sistemas de gerenciamento de energia da placa, pode-se considerar que ela seja relativamente econômica, principalmente quando a maior parte de seus recursos está ociosa.

Os softwares que acompanham a placa podem garantir um excelente gerenciamento dos recursos. A dupla Precision X e OC scanner X é indispensável na hora de manter o bom funcionamento da peça, principalmente em caso de overclock.

Seu PC consegue rodar Skyrim com todos os detalhes? (Fonte da imagem: Reprodução/Baixaki jogos)

A GeForce GTX 680 é uma das placas mais poderosas do mercado atualmente. Sem sombra de dúvidas, ela oferece um desempenho para nenhum gamer botar defeito. O problema é que o preço também é alto. Seu posicionamento de mercado é o topo, e, mesmo nos Estados Unidos, onde ela custa cerca de US$ 450 (R$ 912), a placa é considerada cara para a maioria dos jogadores.

No Brasil, é possível encontrar modelos de diferentes categorias por diferentes valores. A média de preço fica em R$ 1.800 para o modelo testado e varia de R$ 1.600 até R$ 2.200 entre as outras placas que utilizam o mesmo chipset, lojas e fabricantes, mostrando que o comércio brasileiro ainda mostra uma disparidade quando se trata de hardware de alto desempenho.

(Fonte da imagem: Reprodução/Baixaki jogos)

Apesar disso, nós já testamos outros modelos mais simples aqui no Tecmundo, como a GTX 660 e a 660 Ti. Essas placas podem oferecer um desempenho muito bom e custar a metade (ou até menos) do preço, trazendo uma relação custo x benefício mais interessante.

Para aproveitar tudo o que a GeForce GTX 680 SuperClocked Signature Edition da EVGA tem a oferecer, você precisa ter um computador, no mínimo, do mesmo nível. Caso contrário, você estará perdendo dinheiro ao deixar a placa subutilizada pela falta de recursos de outros componentes que não conseguem acompanhá-la. Portanto, caso esteja pensando em adquirir uma peça desse calibre, calcule antes o custo do conjunto como um todo.

A vantagem de adquirir um sistema absolutamente top de linha é que o investimento inicial é alto, mas os games vão rodar lisos por muito tempo.

Fonte: EVGA, GPU Review, Tom´s Hardware, AnandTech, Guru3D, NVIDIA

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