Tecnologia Adaptative VSync foi lançada junto com a GeForce GTX 680 (Fonte da imagem: NVIDIA)

Ao se divertir com games, é comum encontrar algum que não seja executado com tanta perfeição. Há casos em que o título está repleto de bugs que acabam atrapalhando o visual e a jogabilidade, mas há também problemas relacionados ao hardware utilizado pelo computador, que pode não estar de acordo com os requisitos mínimos exigidos.

Uma maneira de medir a performance de um jogo é analisar sua frame rate, ou seja, a quantidade de quadros por segundos (fps) que a máquina é capaz de exibir. Um dos fatores que limitam essa taxa é o monitor, que normalmente opera a uma frequência de 60 Hz (ou 60 fps). Apesar de existirem telas capazes de alcançar 120 fps, elas ainda não se tornaram tão populares a ponto de serem consideradas como o novo padrão mínimo.

Já as placas de vídeo atuais suportam jogos com uma frame rate muito maior que 60 fps. Nesse caso, como monitor e placa de vídeo não estão operando em sintonia, é comum que o gamer enfrente problemas gráficos que podem atrapalhar o divertimento.

O efeito screen tearing

Exemplo de imagem com screen tearing (Fonte da imagem: Wikipedia)

Quando o game está sendo executado com uma frame rate maior do que a suportada pelo monitor, acontece um efeito conhecido como screen tearing. Ao pé da letra, a expressão poderia ser traduzida como “rasgo na tela” e, de certa forma, é algo semelhante que acontece.

Por não acompanhar a velocidade do game, o monitor acaba exibindo, ao mesmo tempo, o conteúdo de dois ou mais quadros do jogo, normalmente carregados pela metade. Por isso, a tela acaba apresentando linhas divisórias que definem claramente o início ou fim da imagem de um novo frame. Na imagem acima, essas linhas foram destacadas, para que você pudesse perceber melhor o efeito do screen tearing.

VSync: o fim do screen tearing

Para acabar com o problema da “tela rasgada”, existe o VSync, uma tecnologia presente em diversas placas de vídeo e que, grosso modo, limita a frame rate de um jogo à taxa de atualização do monitor utilizado no momento. Sendo assim, placa de vídeo e monitor operariam na mesma frequência, evitando as descontinuidades de imagens na tela.

Apesar de o problema estar resolvido, ele possui um efeito colateral indesejável. Normalmente, a taxa de 60 fps é muito boa para a maioria dos games e, portanto, essa limitação não deveria atrapalhar a jogabilidade. Porém, o VSync é capaz de trabalhar apenas com frame rate múltipla de 60 e, nesse caso, o jogador pode ser prejudicado.

Exemplo de defeito gráfico corrigido pelo VSync

Exemplo de screen tearing em cena de game (Fonte da Imagem: BJ)

É comum que o frame rate varie ao longo das partidas, passando de 60 para 53 fps, por exemplo. Mas caso isso acontecesse com o VSync habilitado, a taxa de atualização cairia de 60 para 30 fps, muito abaixo do que o computador poderia suportar. Se precisasse diminuir mais, o jogo passaria para 20 fps e, depois 15 fps, sem valores intermediários. Isso faz com que a performance do jogo fosse percebida visualmente pelo jogador, aumentando e diminuindo a velocidade de atualização o tempo todo.

Por isso, os fabricantes de placas de vídeo costumam fornecer maneiras fáceis de o jogador habilitar ou não essa função, oferecendo mais controle durante a execução de games. Mesmo assim, o jogador se encontra em uma situação em que não há escolha perfeita, tendo que optar pelo screen tearing ou pela queda de frame rate.

Adaptative VSync, o melhor dos dois mundos

Apesar de já existirem algumas soluções para diminuir os efeitos do VSync, elas nunca foram satisfatórias. Porém, desta vez é a NVIDIA quem propõe uma solução para o problema, usando uma tecnologia batizada de Adaptative VSync.

Como o próprio nome sugere, a diferença do Adaptative VSync para o VSync tradicional é o fato de que a nova funcionalidade é capaz de se adaptar, de maneira dinâmica, ao contexto do jogo.

Painel de controle permite habilitar o Adaptative Sync (Fonte da imagem: NVIDIA)

Dessa forma, o jogo iniciará com o VSync habilitado, limitando o frame rate ao mesmo do monitor ― seja de 60 fps ou 120 fps ― e evitando que a tela “se rasgue”. Mas, caso o jogo diminua a taxa de quadros, o VSync é desligado automaticamente, evitando, assim, as grandes quedas de frame rate e oferecendo ao jogador o melhor dos dois mundos: nada de screen tearing ou baixa performance.

Para ter acesso a essa tecnologia, é necessário instalar em sua máquina o pacote de drivers R300, da NVIDIA, e ter uma placa de vídeo GeForce compatível com ele, como a GTX 680 ou outro modelo lançado de 2006 até hoje.

Caso a sua placa tenha suporte para Adaptative VSync, a opção poderá ser habilitada no painel de controle da NVIDIA. Mas, note que, apesar de você poder configurar a frame rate dentro de muitos jogos, a opção estabelecida pelo sistema é a que vai prevalecer. Portanto, se preferir uma taxa de quadros fixa, não se esqueça de desabilitar o VSync adaptativo no software da placa. Caso contrário, ele continuará funcionando.

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