Quando alguém mexe com os seus negócios, que nada mais são do que o dinheiro na carteira, a reação só pode ser uma: esbravejar. Dessa vez, Hollywood mexeu com a Google, que não curtiu nem um pouco um plano anti-pirataria bolado secretamente pela MPAA (Motion Picture Association of America) e outros seis estúdios da maior central cinematográfica do mundo.

Alguns e-mails vazados da Sony e apurados pelo site The Verge revelam que a MPAA e os seis estúdios se juntaram para reviver a legislação SOPA, sigla para “Stop Online Piracy Act” (algo como “Parem com as Ações Piratas”, em tradução livre). Mas tudo isso foi conduzido às escondidas, e a Google não gostou dessa história.

“Estamos profundamente preocupados sobre as recentes notícias de que a MPAA conduziu uma campanha secreta e coordenada para reviver a legislação SOPA através de outros meios e ajudou a criar argumentos legais ligados à investigação pelo procurador-geral do estado do Mississipi Jim Hood”, desabafou Kent Walker, vice-presidente sênior da gigante, em postagem no blog oficial da empresa.

Negociação de mais de US$ 1 milhão

De acordo com o The Verge, os e-mails vazados revelam que foram desembolsados US$ 500 mil para a empreitada e um adicional de US$ 1.17 milhão da MPAA para a campanha. Então, a associação teria contratado os serviços de um dos escritórios de advocacia mais consagrados nos EUA, a Jenner & Block, para cuidar do caso.

E por quê a Google seria contra uma medida anti-pirataria?

A rusga da gigante perante essa ação é compreensível do ponto de vista dos negócios da empresa: se a SOPA reviver, a pirataria virtual seria afetada severamente, o que prejudicaria os mecanismos de busca da Google para indexar diversos sites – em outras palavras, a natureza da internet perderia um pouco do seu volume e influenciaria diretamente nos negócios da gigante.

Walker disse que está “muito decepcionado” com a campanha da MPAA. E você, o que acha disso?

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