(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Não pense que a pirataria é um problema exclusivamente brasileiro, pois ela está muito longe disso. Nos Estados Unidos, a indústria cinematográfica perde quantias enormes de dinheiro para o mercado “paralelo”. Agora, novas teorias afirmam que é a própria indústria que está forçando os consumidores a fugirem para a pirataria. E quem diz isso é David Pogue, especialista em tecnologia do New York Times, em matéria para a Scientific American.

Pogue diz que o DVD está morrendo e não há nada que possamos fazer para resolver isso. O fato de as locadoras de filmes estarem cada vez mais escassas e também muitos novos computadores deixarem de lado as mídias físicas são provas de que a mídia digital veio para ficar no mercado internacional.

“Mas o que isso tem a ver com a pirataria?”

Hoje, assistir a algum filme online de maneira legalizada é uma tarefa um pouco complicada para a maioria dos usuários. Serviços como o Netflix não buscam concorrer com as locadoras de DVDs, por isso deixam de lado os lançamentos mais recentes. Outros, que tentam ser mais parecidos com o modelo “Blockbuster”, permitem que os clientes fiquem apenas 24 horas com os filmes (contra 72 das lojas físicas).

(Fonte da imagem: Thinkstock)

Isso deve ainda ser somado ao atraso na chegada dos materiais. Nos Estados Unidos, antes de um filme chegar aos serviços de streaming, ele precisa passar algumas semanas sendo exclusivo de hotéis, depois vai para o Pay-per-View e, em seguida, para canais como o HBO. Somente depois disso é que eles chegam à internet – logicamente, a primeira etapa é o cinema.

Todos esses fatores (aliados ao fato de que muitas produtoras não disponibilizam seus materiais em streaming) são alguns dos argumentos mostrados por David Pogue para explicar como Hollywood está forçando os consumidores a buscarem a pirataria. Ele ainda conclui: ou a indústria cinematográfica segue os passos da fonográfica (que conseguiu aliar os mundos da mídia física e da digital) ou então vai sucumbir à pirataria.

Fonte: Scientific American

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