(Fonte da imagem: Reprodução/Ars Technica)

O fim do Megaupload e a prisão de Kim Dotcom serviram como um verdadeiro alerta para os administradores de outros serviços que armazenam conteúdos enviados por usuários. Enquanto muitos sites decidiram fechar as portas ou restringiram o compartilhamento de conteúdos, outros tentam se adequar aos requerimentos de gravadoras e estúdios para continuar sobrevivendo.

Na última quinta-feira (19 de abril), o RapidShare divulgou um manifesto antipirataria durante um evento do National Press Club. O texto, com o título “Responsible Pratices for Cloud Storage Services” (práticas responsáveis para serviços de armazenamento na nuvem, em uma tradução livre), detalha as medidas tomadas pelo site para evitar a disseminação de conteúdos ilegais.

Segundo o Ars Technica, o documento recomenda que serviços do tipo invistam recursos significativos na contratação de funcionários responsáveis por filtrar conteúdos que infrinjam algum direito autoral. Além disso, afirma que páginas do tipo devem evitar fornecer incentivos financeiros para as pessoas que enviam mais arquivos, a exceção sendo aquelas que são capazes de provar que realmente criaram os conteúdos que compartilham, entre outros pontos.

Porém, para a Recording Industry Association of America (RIAA), as medidas tomadas não são suficientes. “Achamos bem-vindo o fato de que o RapidShare reconhece que seu serviço é usado como uma central de distribuição de conteúdo ilegal e que ele tem uma responsabilidade compartilhada para prevenir esse tipo de roubo”, disse um representante da associação. “Infelizmente, as novas medidas são insuficientes caso o objetivo seja reduzir de forma significativa e efetiva o grande roubo de copyright que ocorre no serviço”, complementa.

O caso MediaFire

No caso do MediaFire, a companhia foi acusada há três semanas por Alfred Perry, executivo da Paramount Pictures de ser um site “trapaceiro”. Como resposta, um dos cofundadores do serviço, Tom Langridge, enviou um comunicado ao CNET listando todos os meios usados pelo site para impedir a divulgação de conteúdo ilegal.

Entre as medidas tomadas pela página está a ausência de métodos que paguem os usuários que armazenam conteúdos em seus servidores. Segundo Langridge, “o MediaFire coopera com a MPAA, a RIIA e várias outras organizações que trabalham para identificar e proibir a distribuição de conteúdos protegidos por copyright”.

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