O professor Rajesh Menon, da University of Utah (Estados Unidos), desenvolveu junto com sua equipe de doutorado uma nova lente que quebra todos os paradigmas atualmente conhecidos. Nas lentes difrativas utilizadas hoje em dia, há sempre uma leve curvatura cujo objetivo é fazer com que todas as cores foquem em um mesmo ponto.

A curva é necessária pois as cores do espectro observável pelo olho humano se dobram de forma diferente ao atingir a superfície do cristal, evitando que lentes totalmente planas ofereçam uma imagem nítida. Câmeras profissionais muitas vezes precisam de várias lentes curvas e pesadas para gerar uma imagem nítida, e isso às vezes pode se transformar em um problema.

Na nova lente supercromática criada por Menon, não é necessário nenhum tipo de curvatura para que todas as cores sejam redirecionadas a um único ponto, o que significa que o vidro pode ser 10 vezes mais fino que um fio de cabelo humano e ainda oferecer uma imagem perfeita. Os cientistas utilizaram o princípio da difração em que a luz interage com microestruturas no vidro para se dobrar no ângulo certo.

Menos acredita que, em pelo menos cinco anos, a sua pesquisa poderia resultar em endoscópios mais finos, telescópios espaciais mais baratos e câmeras mais leves para drones e outros veículos em que o peso é um fator crítico. Câmeras de smartphones também poderiam ser totalmente planas, evitando ficar expostas no exterior da estrutura do telefone.

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