Pesquisadores da universidade Purdue divulgaram um método que permite produzir, usando uma impressora jato de tinta, circuitos eletrônicos feitos de liga de metal líquido para robôs maleáveis e eletrônicos flexíveis. Ou seja, será possível imprimir circuitos até mesmo em superfícies elásticas.

"Queremos criar eletrônicos elásticos que podem ser compatíveis com máquinas maleáveis, como robôs que podem se embrenhar por espaços estreitos, ou com tecnologias vestíveis que não restrinjam o movimento", disse Rebecca Kramer, professora-assistente de engenharia mecânica na Purdue.

"Esse processo nos permite imprimir condutores flexíveis e esticáveis em qualquer coisa, inclusive em materiais elásticos e em tecidos", continuou. O processo é chamado de sinterização de nanopartículas de gálio-índio, cuja "tinta" é feita dispersando o metal líquido em um solvente não metálico e usando ultrassom. Essa mistura funciona com uma impressora jato de tinta.

Tinta metálica

"Metal líquido, em sua forma nativa, não é compatível com impressoras a jato de tinta", explicou Kramer. "Então, o que fazemos é criar nanopartículas que sejam pequenas o suficiente para passar pelo injetor. Passar a mistura de metal líquido e etanol pelo ultrassom faz criar nanopartículas que se espalham pelo solvente. Com isso, podemos imprimir a tinta em qualquer substrato. O etanol evapora, e sobram as nanopartículas na superfície".

Depois de impressas, as nanopartículas precisam ser interligadas com uma pequena pressão, para torná-las condutoras de eletricidade. Esse processo é necessário pois, inicialmente, o metal líquido é protegido por uma "pele" de gálio oxidado. "No entanto, é uma pele frágil, então, quando você aplica pressão, ela se quebra e tudo se aglutina em um filme uniforme", continuou.

Isso quer dizer que será possível selecionar as partes que se quer ativar, bastando aplicar pressão apenas na área desejada.

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