(Fonte da imagem: Reprodução/Loss of Privacy)

Professores de departamentos de mídias e tecnologias em universidades no Japão desenvolveram uma espécie de óculos que promete impedir que programas de reconhecimento facial, como os utilizados por câmeras de segurança ou softwares em aplicativos como o Facebook, identifiquem rostos.

O modelo, não necessariamente um artigo que você vai querer usar na rua, está em fase de aprimoramento para ser comercializado futuramente. O projeto é uma resposta dos pesquisadores ao que chamam de “invasão de privacidade por fotografias tiradas em segredo”.

Os óculos funcionam pela emissão de luzes infravermelhas a partir de pontos espalhados nas lentes, o que acaba impossibilitando a leitura facial. O protótipo apresentado – na verdade um modelo de proteção laboratorial incrementado com pontos de luz – peca em design e necessita estar conectado por uma bateria, mas se mostrou eficiente ao objetivo proposto.

Irreconhecível, mas nada bonito

Os feixes infravermelhos, quando acesos, formam um T na zona da testa e do nariz, deformando os traços de identificação. As luzes são visíveis apenas para as câmeras, mas os pontos de emissão e os conectores podem ser vistos pelos olhos humanos. Por isso, os pesquisadores trabalham agora para melhorar a aparência do modelo e torná-lo comercialmente mais interessante.

Os óculos chamaram tanta atenção que o protótipo chegou a ser apresentado em um programa de televisão. É crescente este interesse por equipamentos que inibem a identificação por meios tecnológicos; outro projeto recente mostra uma roupa que engana drones espiões e sensores térmicos.

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