(Fonte da imagem: Reprodução/Wired)

Desde que o Escritório de Patentes e Comércio dos Estados Unidos foi inaugurado em 1790, é preciso que todo novo registro feito lá seja acompanhado por um desenho que detalha a aplicação de uma nova invenção. Uma pesquisa feita pela Wired mostrou que, nos últimos 222 anos, houve uma grande diminuição na qualidade das ilustrações submetidas ao órgão.

Enquanto a maioria dos desenhos feitos no século XIX e início do século XX usavam técnicas de sombreamento e exibiam múltiplas perspectivas, aqueles feitos atualmente se assemelham muito a meros rabiscos. Entre os motivos para que isso aconteça está o fato de que não é preciso mais que um artista profissional esteja envolvido no processo.

Além disso, a partir do ano 2000, foram diminuídas as exigências de avaliação dos desenhos, que agora têm que passar por menos etapas de correção. Isso reflete a decisão do escritório em “focar em ter uma ilustração que pode comunicar a invenção ao examinador e que possa ser reproduzida de forma visível em publicações e patentes”.

Mudança cultural

Assim, embora uma patente atual continue tendo que mostrar a funcionalidade de uma nova invenção, ela não precisa fazer isso de maneira exatamente atraente. Os desenhos atuais também refletem uma mudança de mentalidade nas indústrias, que passaram a se focar no corte de gastos em todos os setores possíveis.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wired)

“É provavelmente uma mudança cultural. Antigamente, obter uma patente era algo como ‘wow’. Você queria que ela representasse você e fizesse isso de maneira bastante atraente. Era preciso ser um artista para fazer desenhos de patentes naquela época, sem dúvida”, afirma Kevin Price, autor do livro “The Art of the Patent”.

Fonte: Wired

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