Se você conhece nomes como “Eu odeio acordar cedo”, “Pensei que era sorvete, mas era feijão”, “Bom dia não é eu te amo” e “Tiger Robocop”, você provavelmente fez parte de uma das redes sociais mais amadas pelos brasileiros: o finado Orkut. Essas e outras comunidades brincavam com situações do cotidiano, lendas urbanas ou fatos tipicamente tupiniquins e marcaram toda uma geração. Apostando no humor e na criatividade para criar engajamento, alguns desses grupos chegaram a marcas absurdas, como 4 milhões de membros.

Se considerarmos que, há dez anos, quando a rede estava em seu ápice, havia muito menos usuários conectados à internet, o feito da plataforma fica ainda mais fantástico. O mais bacana é que, além de servirem como boas piadinhas por si só – figurando no seu perfil na rede –, essas comunidades também promoviam verdadeiros fóruns de discussão para que as pessoas pudessem se conhecer e aproximar, dando origem a encontros, festas e algumas boas histórias de namoro.

Mais de 6 milhões de pessoas REALMENTE não gostavam de acordar cedo

Com uma influência assim sobre os internautas verde e amarelos, é claro que o encerramento do site, no final de setembro de 2014, deixou uma série de “órfãos” desse tipo de conteúdo. A boa notícia? Muitos desses usuários saudosos aderiram recentemente à Hello, a nova rede social mobile, também de autoria de Orkut Buyukkokten, e fizeram (muito) coro pela volta das comunidades. O resultado desses pedidos é que agora o app conta com grupos inspirados em seus precursores, mas totalmente remodelados para a nova plataforma.

É preciso estar preparado para fazer adaptações, construindo o que os clientes querem

Adepto da flexibilidade em suas criações, o engenheiro de software truco – e ex-gerente de produtos da Google – parece acreditar no conceito de adaptar o projeto às necessidades dos consumidores. “Uma vez que o produto está pronto, é preciso estar preparado para fazer adaptações, construindo o que os clientes querem e não tentando forçá-los a usar o produto que desejamos. Porém, é preciso sim se ater à nossa visão, é ela que nos mantém diferentes de todos os outros”, explica Buyukkokten.

Não sejam enganados pelo pote, amigos!

Entendendo a novidade

Apesar da mudança visual e das adaptações para que essas centrais de discussões e bate-papos coubessem na palma da sua mão, a ideia das novas comunidades é a mesma das antigas: oferecer flexibilidade para que os usuários possam criar grupos sobre uma infinidade temas e reunir pessoas em torno deles – inclusive com conversas em tempo real nos espaços de chat.

Basta ser um membro ativo da rede social e ter o aplicativo instalado no seu celular para criar sua própria comunidade – na qual todos podem aderir e participar. “A Hello está orgulhosa em oferecer esta nova funcionalidade para que nossos usuários possam estabelecer conexões ainda mais verdadeiras e profundas, construindo relações mais duradouras e cheias de significados”, afirma o criador da rede. Confira abaixo como a brincadeira funciona:

  • 1) Abertas a todos: desenhadas como uma evolução das antigas comunidades do Orkut, elas são públicas para que todos possam encontrá-las facilmente antes de entrar e participar
  • 2) Criadas por você: os usuários são livres para criar, nomear e escolher os temas para as comunidades, associando por meio de tags até duas Personas – as áreas de interesse da rede
  • 3) Fórum: o formato incentiva discussões temáticas que permitem que os diálogos se tornem mais ricos e aproximem as pessoas

Fica fácil conversar sobre seus temas favoritos com o app

  • 4) Sem dono: diferentemente do Orkut – em que era preciso haver um criador e responsável pelo grupo –, as comunidades da Hello são democráticas. A ideia é que os usuários mais participativos e com melhor reputação acabem ganhando a liderança do “clube”, que continua sendo aberto a todos que compartilham daqueles interesses
  • 5) Mobilidade acima de tudo: na Hello, as comunidades são desenhadas para dispositivos mobile, o que significa que você pode ter acesso a elas facilmente e de qualquer lugar
  • 6) Conteúdo para todos: como forma de enriquecer as comunidades, os jots (postagens) criados dentro delas são sempre relacionados à Persona de origem e postados no Folio público – como é chamado o feed geral da plataforma

Evolução constante

Mesmo que as comunidades tenham acabado de chegar, elas ainda devem ser aperfeiçoadas

Como dá para perceber, a Hello tem a sua linguagem própria, mas, de forma geral, funciona da mesma forma que tantas outras redes sociais novas e antigas – o que deve garantir que ninguém fique perdido no meio do processo. Adicionalmente, Buyukkokten enfatiza que, mesmo que as comunidades tenham acabado de chegar, elas ainda devem ser aperfeiçoadas e podem ganhar novas funcionalidades muito em breve.

“Quando se lança um produto assim, nunca terminamos de incrementar, estamos sempre nos certificando de que nossos usuários se sentem atendidos e considerados”, analisa o desenvolvedor. Aparentemente, essa mentalidade mais aberta da plataforma vem rendendo bons frutos, somando mais de 200 mil downloads do aplicativo desde que o serviço foi disponibilizado, em julho de 2016.

Se você quiser experimentar a rede social e conferir em primeira mão se a Hello tem realmente o mesmo “gostinho” do amado Orkut, basta clicar neste link para baixar o app para Android ou neste outro para fazer o download em dispositivos com iOS. E aí, será que a plataforma vai repetir o sucesso de seu irmão mais velho? Deixe a sua opinião sobre o tema mais abaixo, na seção de comentários.

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