A repórter Eva Tam, do The Wall Street Journal, foi até a cidade chinesa de Shenzhen para conhecer um pouco da história de vida de Carl Pei, cofundador da OnePlus. A história de sua ascensão começou em 2012, quando ele e Pete Lau, o outro fundador e atual CEO da empresa, ainda eram colegas de trabalho na OPPO, fabricante chinesa de eletrônicos.

Os dois saíram da companhia em 2013, com o objetivo de começarem seu próprio negócio. Eles decidiram não apenas produzir um celular barato, mas sim o melhor smartphone do mercado. Quando lançaram seu primeiro produto, o OnePlus One, eles esperavam vender pelo menos 30 mil unidades no primeiro ano, para que pelo menos todos os funcionários que haviam contratado conseguissem manter seus empregos.

Caso chegassem a 50 mil aparelhos comercializados, eles já considerariam isso uma grande conquista. Se vendessem 100 mil smartphones, isso já seria tudo o que a dupla poderia esperar de sucesso. Para a surpresa deles, foram vendidos 1,5 milhão de OnePlus One em 35 países pelo mundo. Um feito definitivamente impressionante para uma companhia com pouco mais de 900 funcionários.

Vida simples

Críticas foram feitas ao modelo inicial de negócios da companhia, que só comercializava seus celulares para pessoas que tivessem recebido um convite para isso, mas para Pei a questão era bem simples. A empresa, que ainda estava dando seus primeiros passos, poderia irritar algumas pessoas que não gostaram da ideia, ou arriscar ter milhares de celulares em estoque que poderiam gerar um prejuízo sem tamanho. A escolha se tornou bem simples.

Com 25 anos, Carl Pei não possui um diploma, não possui casa própria – vivendo em casas temporárias –, usa o aplicativo Uber para se deslocar pela cidade e todos os seus pertences cabem em uma mala pequena, outra grande e uma mochila. Mesmo assim, o garoto que foi criado na Suécia devido ao emprego de seus pais, um dia falou com o colega Pete Lau e disse que queria mudar o mundo.

A equipe que eles contrataram no início possuía pouca experiência, o que fazia com que ele e os demais precisassem trabalhar com afinco durante dias a fio, tirando apenas curtas sonecas de 20 minutos para dar conta de tudo o que precisava ser feito. A lembrança de todo o apoio que receberam de várias partes do mundo durante esse início conturbado fez com que ele se emocionasse ao ponto de chorar durante a entrevista.

Próximo passo

Obviamente, o esforço foi muito bem recompensado. Com apenas um aparelho lançado no mercado, a companhia conquistou visibilidade global. Hoje já é possível que qualquer pessoa no mundo adquira o seu OnePlus One. No entanto, em breve muitos estarão ansiosos para conseguirem convites para comprar o próximo flagship da companhia, apropriadamente batizado de OnePlus Two.

O lançamento do aparelho acontecerá em apenas quatro dias. Caso consiga aliar os componentes que têm sido alardeados pela mídia com o preço baixo, que foi o grande diferencial de seu predecessor, é praticamente certo que o celular será um sucesso. E Carl Pei estará um passo mais perto de realmente mudar o mundo.

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