Um smartphone que custa US$ 300 e tem configuração parruda pode ser considerado barato. É exatamente esse o valor do OnePlus One, aparelho da companhia chinesa OnePlus que, pela configuração que oferece, poderia custar bem mais. Mas o CEO da companhia, Peter Lau, disse que confia no marketing boca a boca e na interação da comunidade de fãs para promover o smartphone.

O aparelho, considerado um modelo de entrada, tem armazenamento de 16 GB, não possui contrato e inclui um processador Snapdragon 801 de 2.5 GHz com 3 GB de memória RAM. A economia em marketing, geralmente um dos principais gastos que as empresas têm ao colocarem novos produtos no mercado (e fomentar os já existentes), talvez tenha sido a charada resolvida.

De acordo com Lau, a companhia está vendendo o smartphone “a preço de custo” e confia justamente na fidelidade do consumidor para que os números positivos sejam alcançados. “Em vez de colocar dinheiro numa enorme campanha de marketing, estamos focando no marketing online e na interação da comunidade. Trocamos o trabalho com parceiros de lojas para confiar nas vendas online do dispositivo”, explicou o executivo em entrevista ao site TechRadar.

Na visão do CEO, portanto, é relativamente fácil vender um smartphone por apenas US$ 300 se você não investe pesado no marketing e não gasta milhões com artistas globais em campanhas virais. Se a abordagem consegue êxito ou não, só o tempo dirá, mas uma coisa é certa: o marketing “boca a boca” é uma fórmula antiga e que, dependendo do contexto, pode ser tão funcional quanto os métodos mais tradicionais e onerados.

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