Anunciado no meio deste ano, o badalado OnePlus 2 era esperado mais uma vez como um competidor à altura dos melhores top de linha do mercado – e a um preço bastante competitivo, como aconteceu com o seu antecessor. A pré-venda do dispositivo, iniciada em agosto na China, garantiu 30 mil unidades do smartphone em meros 64 segundos e deu um gostinho da expectativa do público. Infelizmente, a performance do brinquedinho está se mostrando consideravelmente inferior ao esperado.

Justo quando o aparelho começa a ficar disponível para consumidores que não conseguiram descolar um convite para fazer a compra antecipadamente, uma análise da imprensa internacional indica que o OnePlus 2 pode não ser a melhor opção para quem quer apostar em um equipamento de ponta sem gastar todas as economias. Segundo os testes realizados pelo site AnandTech, o celular tem um desempenho que fica bastante próximo ao do Moto G (2015) em muitas das tarefas propostas – algo inaceitável para o que o produto promete oferecer.

Pelo que se percebeu, o culpado de tudo seria o modo como a fabricante lidou com o chipset do seu novo filhote. Quando foi revelado que o poderoso, mas problemático, Snapdragon 810 seria o responsável por dar vida ao smartphone chinês, muita gente torceu o nariz, temendo os temidos picos de alta temperatura. A empresa, porém, chegou a afirmar que trabalharia duro para otimizar o hardware e extrair o máximo do SoC sem sobrecarregá-lo. No entanto, a solução encontrada parece não ter sido a ideal.

Aparentemente, os planos da companhia envolveram limar quatro dos oito núcleos do processador da Qualcomm. O pior? Eles decidiram desabilitar o conjunto mais poderosos deles, formado por CPUs Cortex A57, deixando todo o trabalho sob responsabilidade dos Cortex A53. Essa mudança polêmica acabou fazendo com que o badalado Snapdragon 810 caísse para o mesmo patamar do modesto Snapdragon 410 em usos cotidianos como mover arquivos, editar fotos ou mesmo salvar documentos no aparelho.

Além de ser ultrapassado pelo dispositivo de entrada da Motorola em muitos casos – ou empatar com ele em outros tantos –, a decepção também fica evidente para quem esperava obter um upgrade razoável em cima do OnePlus One. No fim, as chances são de que talvez seja melhor ficar mais um tempo com o celular da fabricante lançado no ano passado, aguardar por um futuro e mais bem construído OnePlus 3 ou simplesmente correr para produtos de empresas concorrentes no segmento mobile.

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