A CES 2015, maior feira de tecnologia do mundo, está rolando há alguns dias e produzindo uma série de notícias que agradam os mais diversos públicos. Porém, quem é fã de realidade virtual e suas aplicações, e está apostando que essa tendência vai deslanchar neste ano, deve estar sentido falta de matérias sobre esse assunto.

Acontece que a Oculus VR, empresa que foi adquirida pelo Facebook e concebeu o Oculus Rift – expoente quando o assunto é realidade virtual – não trouxe grandes novidades para a CES 2015. Porém, ela está presente no evento (e com um belo estande) e o CEO da companhia, Brendan Iribe, conversou com o site The Verge sobre os mais diversos assuntos.

As novidades do Crescent Bay

Apresentado no ano passado, na primeira conferência apresentada pela Oculus VR depois da aquisição pelo Facebook, o Crescent Bay nada mais é do que outra SDK (kit de desenvolvimento de software, da sigla em inglês) do Rift. Porém, essa versão é mais leve e mais poderosa do que o DK2, modelo que foi substituído.

O Crescent Bay mostra que os óculos da VR ainda tem um longo caminho pela frente e muitas de suas melhorias e aplicações (principalmente aquelas envolvendo o áudio) poderão ser sentidas como mais um passo em direção à imersão.

Som surround 3D

Uma das revelações do CEO da Oculus VR é sobre um novo projeto envolvendo a aplicação dos conceitos do Crescent Bay (e a tecnologia  Head-Related Transfer Function – HRTF) para o som. Segundo Iribe, o funcionamento do áudio surround 5.1 parecido com um plano de duas dimensões torna difícil a propagação das ondas para determinados locais.

No entanto, a criação de um conceito de som surround 3D e que pode ser redirecionado vai permitir explorar as três dimensões para a propagação sonora. O que permitiu esse salto, segundo o figurão, é o fato de que agora é possível saber exatamente onde está a cabeça do ouvinte, algo que não era possível antes do Rift. Apesar do teor dessa iniciativa, Iribe afirma que a Oculus VR não vai entrar na briga dos fones de ouvido, mas vai tentar contribuir para que esse segmento cresça e se desenvolva ainda mais.

Oculus Rift agora com fones de ouvido.

Liberdade, liberdade!

O CEO da companhia também afirma que, apesar do formato atual do Oculus Rift, a empresa sabe que o design ainda está longe do ideal. No futuro, “todo mundo concorda que, em algum momento, você vai querer um par de óculos mais leve e menor, vai querer ver suas mãos e corpo naturalmente e querer sentir como se estivesse 100% lá [na realidade virtual]”.

“Isso é realmente muito difícil e nós não vamos conseguir esse nível de rastreamento do corpo, das mãos, dos olhos, da boca e de tudo com as primeiras versões do VR”. Será que, no futuro, estaremos totalmente imersos na realidade virtual sem precisarmos de equipamento nenhum ou com usando tão diminuto que não pareça que estamos "vestindo" alguma coisa?

Vendas do Gear VR e lançamento do Rift

Segundo Iribe, o Gear VR, dispositivo fabricado em parceria com a Samsung, vendeu bem mais do que a sul-coreana esperava. Em falta nos lugares em que é comercializado, esse aparelho está se mostrando um verdadeiro sucesso e é preciso estar atento ao seu aumento de demanda.

Sobre a data de lançamento do Oculus Rift, o CEO da empresa desconversou. Sem data definida, o figurão apenas diz que a companhia torce para que isso aconteça ainda em 2015 (nós também). Será que chega esse ano?

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