Um dos cofundadores da Oculus parece decidido a continuar se envolvendo em polêmicas, e, desta vez, fez questão de dar uma cutucada em sua ex-empresa. Há pouco tempo, Palmer Luckey teve que sair do Facebook – a atual dona da startup – depois de uma série de controvérsias a respeito de doações feitas para grupos pró-Trump. Agora, a treta envolve o executivo financiando um projeto que tem como principal objetivo quebrar a exclusividade de uma série jogos junto ao Oculus Rift.

Segundo relatos do Waypoint, Luckey estaria doando US$ 2 mil mensais à campanha Revive, no Patreon. A ideia da empreitada é justamente criar uma ferramenta que permita que os games restritos ao headset da Oculus rodem sem problemas no HTC Vive – óculos de realidade virtual fruto de uma parceria de HTC e Valve. O que inicialmente era um rumor, no entanto, foi confirmado pelo autor do projeto, que agradeceu nominalmente o executivo em uma postagem no portal de financiamento coletivo.

Games ainda precisam ser comprados na loja da Oculus

“Como alguns de vocês suspeitavam, o salto extremo e súbito no valor da ajuda mensal foi mesmo de Palmer Luckey. Gostaria de agradecê-lo por isso e por tudo que ele tem feito pela comunidade VR como um todo”, escreveu Jules Blok. O texto não é apenas um agradecimento falso ou centrado no dinheiro, já que Luckey realmente parece ter uma filosofia pessoal de manter o ecossistema VR aberto e acessível para a maior parte do público – algo bem diferente de suas inclinações políticas, que sugeriam, até há pouco tempo, a criação de um muro virtual para lidar com os imigrantes.

Seja como for, sua ajuda deve dar uma nova energia ao Revive, que já trabalha há algum tempo para quebrar as barreiras colocadas pela Oculus para evitar que títulos exclusivos sejam reproduzidos em equipamentos de terceiros. Há algum tempo até uma função de DRM inserida pela companhia do Facebook foi quebrada por Blok, fazendo com que a empresa voltasse atrás em sua checagem de headset via software.

O projeto não incentiva a pirataria

Vale notar, no entanto, que embora os ideais do Revive sejam nobres e visem compartilhar a inovação no atual cenário VR, a Oculus tem todo o direito de querer que algumas produções fiquem restritas aos equipamentos da casa por um tempo. Afinal, muitos dos jogos e aplicativos em realidade virtual mais avançados do momento contaram com investimento ou apoio direto da marca. Felizmente, o projeto viabilizado pelo Patreon e apoiado por Luckey não incentiva a pirataria, fazendo com que os usuários precisem ir até à loja da Oculus para comprar os apps liberados para rodarem no HTC Vive.

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