Além do preço elevado, um elemento que impede a realidade virtual de se popularizar de vez são os displays utilizados. Mesmo aparelhos de ponta, como o Oculus Rift e o HTC Vive, provocam enjoos e fadiga em algumas pessoas, o que não é exatamente o que se espera ao experimentar algo que deveria ser somente divertido.

Ciente da situação, a Oculus Research — departamento de pesquisas da empresa de realidade virtual — criou um novo tipo de tela que promete ser “revolucionário”. O Focal Surface Display mistura características de telas convencionais à capacidade de mudar o ponto focal de locais específicos de uma imagem — algo mais próximo de um livro infantil no qual elementos saltam de uma página do que de um holograma.

Isso faz com que objetos em primeiro plano mostrados por uma tela plana sejam colocados “mais próximos” de seus olhos, gerando reações que se aproximam do que acontece quando estamos vendo algo no mundo real. Um dos problemas dos headsets convencionais é que eles exibem objetos de uma maneira que desafia a “memória muscular” que desenvolvemos no cotidiano, o que pode provocar enjoos e dores de cabeça.

Mais detalhes durante a SIGGRAPH

A nova tecnologia da Oculus traz algumas limitações: além de exigir o uso de técnicas avançadas para detectar a posição dos olhos (o que encarece o produto final), a solução possui um campo de visão bastante estrito. Para completar, é preciso que desenvolvedores adicionem informações sobre a distância de objetos a seus códigos para que a novidade funcione.

A companhia ainda não tem data para lançar comercialmente a nova tecnologia, e sequer há a confirmação de que isso realmente vai ocorrer da forma imaginada por ela. Mais detalhes sobre o novo display e suas possibilidades futuras devem ser apresentadas durante a conferência SIGGRAPH, que acontece em julho deste ano.

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