Modelo ANVIS (Fonte da imagem: Program Executive Office Soldier)

Algo que está ganhando espaço nas áreas de segurança e (principalmente) militar nos últimos anos são os óculos de visão noturna, que dão aos seus usuários a capacidade de enxergar em ambientes com pouquíssima luz. Mas você sabia que desde a criação dessa tecnologia esses aparelhos mudaram tanto a ponto de não possuírem quase nenhuma semelhança com os originais? Se você ficou curioso, acompanhe este artigo do Tecmundo para saber mais.

O que é um equipamento de visão noturna?

Não há como falar sobre as últimas gerações dos óculos de visão noturna sem antes explicar como esses equipamentos funcionam desde seus primeiros modelos. De forma resumida, eles captam toda a luz infravermelha (espectro da cor que é invisível ao olho humano) gerada pelo calor do ambiente e a intensificam, para então mostrar ao usuário o que está à sua frente, na conhecida imagem esverdeada.

Pode parecer algo simples, mas na verdade há muito mais do que isso: da lente de entrada até a de saída, a luz passa por um tubo intensificador de imagem, que traduz os sinais de luz (fótons) em elétrons com a ajuda de um fotocatodo.

Estes, por sua vez, são multiplicados milhares de vezes ao atravessar uma placa de microcanais, para, por fim, serem convertidos novamente em luz ao atingirem uma tela de fósforo, gerando uma imagem muito mais clara que a original. O resultado de todo esse trabalho pode ser exibido tanto por uma lente comum, como as usadas em binóculos, quanto através de um monitor.

Funcionamento dos óculos (Fonte da imagem: Baixaki/Adaptado de HowStuffWorks)

É importante avisar que, embora a descrição acima seja a forma mais comum de funcionamento desses aparelhos, podem existir várias diferenças de um modelo para o outro. Exemplos disso são alguns óculos de visão noturna que não captam o calor do ambiente, mas sim a luz refletida por ele.

As melhorias das novas gerações

Agora que você já sabe como funciona um desses equipamentos, é hora de falar das mais novas gerações dos óculos de visão noturna, chamadas “GEN III” e “GEN III+”, em especial esta última, que traz mais mudanças.

Se você está se perguntando o porquê da GEN III+ não carregar o nome “GEN IV”, a explicação é simples: embora traga um grande aumento na qualidade de imagem, o exército americano a considera oficialmente como uma melhoria nas especificações da versão anterior.

Por esse mesmo motivo, ambas trazem características muito semelhantes, como a adição do arsenieto de gálio em seu fotocatodo para gerar imagens mais nítidas, mas mesmo assim há grandes diferenças entre as duas gerações. Um exemplo disso é a peça chamada “barrador de íons”, que na GEN III+ foi retirada para dobrar a qualidade da imagem ao custo de um menor tempo de vida do aparelho.

Outra característica presente na geração mais nova é a adição de um sistema controlador automático de iluminação, que responde instantaneamente a qualquer mudança de claridade no ambiente. Assim, o usuário do equipamento não vai ficar temporariamente “cego” porque uma luz próxima foi acesa repentinamente.

Para quem se interessou em ter um par de óculos desses de qualquer geração, algumas notícias podem desanimar: além da maioria dos equipamentos de visão noturna a nível militar custarem milhares de reais, a venda de um aparelho acima da GEN III é proibida para civis.

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Agora que você aprendeu sobre o funcionamento dos equipamentos de visão noturna e as principais vantagens de ter a última geração desses aparelhos, aproveite para deixar seus comentários logo abaixo. Não se esqueça de acompanhar o Tecmundo diariamente para saber mais sobre as últimas tecnologias.

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