Carros autônomos não são o único projeto a longo prazo liderado por Elon Musk. O executivo é também o CEO da SpaceX, empresa que tem entre as suas metas colocar uma colônia humana em Marte. Obviamente, esse é um projeto bastante audacioso e que não vai acontecer da noite para o dia.

Transformá-lo em realidade não é simples. Será preciso mover uma grande infraestrutura para lá para que o local possa se adaptar à vida dos seres humanos. Para isso serão necessários grandes foguetes, que sejam capazes de levar tecnologias que permitam geração de energia, por exemplo.

As simulações físicas envolvidas em um projeto como esse são complexas e, para esse trabalho, a SpaceX utiliza GPUs para renderização, cálculos e processamento pesado. “Essa é uma tecnologia realmente transformadora, que permite a nós a visualização e a resolução de problemas nunca enfrentados antes na computação dinâmica”, revelou Adam Lichtl, diretor de pesquisa da SpaceX, durante apresentação na GTC 2015.

Yottabytes de dados 

Sem aceleração por GPU, levaria meses para fazer a mais simples das simulações. O que as placas de vídeo estão fazendo é permitir uma aceleração exponencial desses projetos. Lichtl ilustra essa situação com um exemplo típico com o qual a equipe se deparou durante o projeto. 

Algumas reações de combustível geram dados que são medidos em yottabytes (o número 10 seguido por 24 zeros). Não há máquina no mundo que tenha memória suficiente para armazenar e gerenciar dados dessa ordem. Além disso, para fazer é preciso realizar todos os cálculos o mais rápido possível.

Dados como esses são comprimidos para ocupar menos espaço. O desafio é ter acesso a esses cálculos sem que seja preciso descomprimir os dados a cada nova consulta. Somente as GPUs em série conseguem trabalhar com grandes quantidades de dados como essas, permitindo aos cientistas obterem simulações mais precisas nesse processo. 

O TecMundo viajou a San Jose, na Califórnia, a convite da NVIDIA.

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