A NVIDIA acaba de se envolver em mais um caso polêmico relacionado às suas placas de vídeo. Como se não bastasse o episódio da GeForce GTX 970 e a memória dividida, uma atualização de driver para GPUs de notebooks tem irritado os consumidores que foram buscar esclarecimentos nos fóruns da companhia.

O update do driver GeForce R347 simplesmente desabilitou a capacidade de overclock de uma série de placas da empresa, especialmente chips de alto desempenho da série GTX 900M. Para deixar os consumidores ainda mais enfurecidos, a versão mais recente do programa ainda reduziu o clock original da GPU – o que, na verdade, já havia acontecido com outros drivers.

Mais uma polêmica envolvendo as placas de vídeo da NVIDIA.

Resposta da NVIDIA

Para acalmar os ânimos dos revoltados e dar uma resposta para o problema, um dos membros do suporte da NVIDIA deu a seguinte resposta no fórum da empresa:

"Infelizmente os notebooks com GeForce não foram projetados para suportar o overclocking. O overclock não é, de forma alguma, um recurso trivial e depende de design projetado cuidadosamente nos aspectos térmicos e elétricos e em outras considerações. Ao fazer o overclock em um notebook, o usuário corre o risco de causar um grande dano ao sistema, que pode resultar em sistemas não funcionais, vida reduzida do notebook ou muitos outros efeitos.

"Havia um bug introduzido nos nossos drivers que permitiam que alguns sistemas pudessem receber o overclock. Isso foi corrigido em um update recente. Nossa intenção não foi de remover recursos dos notebooks com GeForce, mas sim proteger os sistemas para impedir sua operação fora dos limites projetados."

Fabricantes "venderam" o overclock como um recurso para os consumidores.

O problema: propagandas enganosas

A simples redução do clock ou a retirada da capacidade de overclock poderia não ter causado tanto alvoroço se não fosse um pequeno detalhe: várias fabricantes de notebooks venderam seus produtos destacando o recurso removido pela atualização como algo a mais para os consumidores. Portanto, quem sofreu com o corte de desempenho está se sentindo enganado por essas empresas.

Porém, segundo a NVIDIA, o overclock nas versões móveis das placas da série 900 nunca deveria ter sido usado como recurso de marketing. Afinal, quem está errado nessa situação toda? A NVIDIA ou as fabricantes de notebooks? Para variar, quem paga o preço somos nós, os consumidores.

Resposta da NVIDIA sobre o caso

Depois de ficar sabendo da publicação dessa matéria, a Assessoria de Imprensa da NVIDIA entrou em contato com o TecMundo para repassar a resposta oficial da companhia sobre o assunto. Confira:

"Como vocês sabem, estamos constantemente ajustando e otimizando o desempenho do seu PC GeForce. Somos extremamente cuidadosos com cada otimização possível para que você possa desfrutar de uma máquina perfeitamente estável que equilibre a temperatura, a energia e o desempenho acústico do jogo. Ainda assim, muitos de vocês gostam de impulsionar ainda mais o sistema com overclocking. Nossa atualização de driver recente desativa o overclocking em alguns notebooks GTX. Ouvimos que muitos de vocês gostariam que esse recurso fosse ativado novamente. Então, iremos reativar o overclocking na nossa próxima versão do driver, prevista para o próximo mês, para os notebooks afetados. Se você está ansioso para recuperar o recurso, também é possível reverter para a versão do drive 344.75".

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