Os gamers brasileiros já podem começar a comemorar: em breve teremos o lançamento nacional dos primeiros monitores equipados com a G-Sync, tecnologia desenvolvida pela NVIDIA que promete eliminar de vez os clássicos problemas com screen tearing e lags criados pelo uso do tradicional V-Sync.

Em entrevista ao TecMundo, Alexandre Ziebert, technical marketing da NVIDIA Brasil, observou que o objetivo da empresa não é simplesmente desenvolver placas de vídeo potentes, mas trabalhar em todos os meios possíveis para garantir que o jogador tenha a melhor experiência possível na hora de se entreter com um título qualquer.

Isso inclui as parcerias que a marca faz com os desenvolvedores, do NVIDIA GameWorks (suíte de soluções e bibliotecas oferecidas aos grandes estúdios), do GeForce Experience e de plataformas de entretenimento móvel, como o SHIELD original e o novíssimo SHIELD Tablet. O G-Sync é apenas mais uma forma que a empresa desenvolveu para proporcionar uma jogatina mais suave e fluída.

Solucionando um problema clássico

Por conta de padrões antigos oriundos dos primeiros televisores comerciais, monitores de LED e LCD costumam trabalhar em uma taxa de refresh fixa de 60 Hz por segundo – ou seja, isso quer dizer que o display possui um tempo determinado e inflexível (algo na casa dos milésimos de segundos) para “imprimir” uma imagem na tela, varrendo-a novamente para exibir a imagem posterior.

É exatamente por isso que tantos jogadores exigem uma performance de 60 frames por segundo quando estão se divertindo com seus games prediletos: essa taxa casa perfeitamente com os Hz do monitor e proporciona uma jogatina extremamente fluída, visto que a placa de vídeo está processando e enviando imagens na mesma velocidade que o display trabalha para imprimi-las.

Exemplo de screen tearing

O problema é simples: as GPUs não trabalham com uma taxa de fps fixa. Não importa o quão boa seja a sua placa gráfica, ela sempre apresentará oscilações de processamento (para mais ou para menos frames) enquanto você transita de um cenário mais ou menos complexo dentro do jogo. Vários elementos na tela ou animações elaboradas também podem fazer com que a GPU sofra uma queda de framerate. Quando isso acontece, a placa envia mais ou menos imagens para o monitor, que acaba imprimindo um segundo vídeo antes mesmo do primeiro ser exibido por completo.

Esse efeito causa incômodos cortes horizontais no display, ocasionados justamente por conta dessa impressão acelerada e errática de imagens na tela. Uma solução comumente encontrada para eliminar esse problema é o uso da tecnologia V-Sync, que forma o monitor a “aguardar” o processamento da GPU até que a próxima imagem esteja pronta para exibição; o problema nesse método, todavia, é que ele cria latências visíveis, visto que o display atrasa sua taxa de atualização até que a placa gráfica esteja pronta para enviar um novo quadro.

Enfim, a solução

O método encontrado pela NVIDIA para acabar de vez com essa situação é simples e genial: embutir um pequeno módulo de processamento diretamente no monitor, fazendo com que ele se comunique com a GPU e trabalhe em um ritmo sincronizado com a placa gráfica. Se ela sofrer uma queda de framerate, o display também passa imediatamente a trabalhar em uma velocidade equivalente.

O mais interessante da tecnologia G-Sync é o fato de que ela acaba com o clássico preceito gamístico de que é essencial manter um jogo rodando a 60 fps constantes para ter uma boa experiência com o título. Em demonstrações de monitores equipados com o módulo, pudemos conferir de perto suas vantagens e fica claro que é possível usufruir de um jogo de maneira fluída até mesmo quando o framerate cai para 50 ou 40 fps. É óbvio que a qualidade do vídeo fica bastante afetada abaixo dos 30 fps, mas uma máquina gamer dificilmente trabalha nesse ritmo tão baixo.

Philips 272G5DYEB, primeiro monitor com G-Sync que será lançado no mercado brasileiro

Eles finalmente estão vindo ao Brasil!

De acordo com Ziebert, os primeiros monitores equipados com módulos G-Sync chegarão ao mercado brasileiro já no mês de outubro. O primeiro modelo que aterrissará nas gôndolas nacionais será o 272G5DYEB, da Philips, que ainda não conta com preço sugerido. O aparelho tem 27 polegadas, 1920x1080 pixels de resolução e taxa de atualização de 144 Hz. Ele não conta, contudo, com conexões HDMI ou VGA, se limitando a uma porta DisplayPort 1.2.

Assim como outros integrantes da linha de monitores gamers da Philips, o aparelho conta com a exclusiva base SmartErgoBase, que possibilita ajustes finos na altura, rotação e inclinação da tela. O 272G5DYEB será exibido no X5 Mega Arena, evento que ocorre em São Paulo capital entre os dias 25 e 28 deste mês; os visitantes poderão testar a novidade e conferir de perto as vantagens do G-Sync.

Além da Philips, a ASUS também trará seu primeiro monitor com o módulo já no mês de outubro. O modelo em questão é o ROG Swift P627Q, que já foi rapidamente analisado por nossa equipe durante a CES 2014.

Já a BenQ trará para cá o XL2420G, que diferencia-se dos demais por contar com entradas de vídeo mais clássicas (podendo ser utilizado normalmente por quem não possui uma placa gráfica compatível com o G-Sync). O modelo, contudo, ainda não tem data específica para chegar ao Brasil; mesma situação do 62460PG, da AOC, que promete ser o monitor mais barato do mercado a trazer o módulo inovador.

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