Já há algum tempo, a NVIDIA vem exibindo publicamente um vídeo de uma cabeça tridimensional impressionante conhecida como “Ira”. Nesta quarta-feira (24), a empresa anunciou que, mais do que uma demonstração técnica, o vídeo reflete o poder de uma nova geração de GPUs voltadas para dispositivos móveis, conhecida como “Project Logan”.

Com lançamento programado para a primeira metade de 2014, a nova tecnologia deve acabar com a disparidade que existe entre as linhas de produtos para desktops e celulares da companhia. Os novos hardwares portáteis são baseados na arquitetura Kepler, presente na última geração de dispositivos de alto desempenho produzidos.

A transição para uma única base vai permitir a criação de aplicativos mobile mais complexos, que não só apresentam gráficos mais realistas como permitem trabalhar melhor com a realidade aumentada e com serviços de reconhecimento vocal.

Uma verdadeira revolução

“Acredito que essa é a maior revolução gráfica desde que apresentamos a GeForce 256 há 14 anos”, afirmou ao site GamesBeatDan Vivoli, vice-presidente sênior de marketing corporativo da NVIDIA. “Mas isso é 400 vezes mais poderoso que a GeForce original. Essa é a arquitetura mobile mais eficiente já criada”, complementa.

(Fonte da imagem: Reprodução/VentureBeat)

Segundo Vivoli, o Project Logan possui um poder diversas vezes maior do que os dos chips Tegra 4, que atualmente ocupa o cargo de GPU portátil mais poderosa da companhia. Assim como acontece com a geração atual dos chips, os novos dispositivos devem vir combinados a um processador ARM.

O que mais chama a atenção é o fato de que o Logan vai conseguir produzir gráficos impressionantes usando somente 3 watts. Segundo o executivo da NVIDIA, isso é prova de que é possível conciliar dispositivos de alto desempenho com um consumo energético modesto. A expectativa é a de que a arquitetura Kepler esteja presente em todos os produtos produzidos pela empresa a partir de 2014.

Tecnologia de desktops no seu bolso

A empresa afirmou que seus novos chips vão ser compatíveis com as tecnologia OpenGL 4.4, OpenGL ES 3.0, DX11, CUDA 5 e  OpenCL. Na prática, isso significa que seu smartphone ou tablet vai conseguir realizar tarefas complexas da mesma forma que seu computador pessoal, apresentando desempenho semelhante a ele.

Os primeiros protótipos da nova tecnologia saíram das fábricas da empresa há poucos dias, o que não impediu que ela trabalhasse na criação de diversas demonstrações impressionantes. Segundo a NVIDIA, demonstrações semelhantes ao “Ira” devem se tornar lugar-comum em breve, e não deve demorar para as vermos se tornando realidade em nossos dispositivos portáteis.

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