Análise: smartphone Motorola Novo Moto G [vídeo]

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Fonte: TecMundo
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A Motorola acertou em cheio com o primeiro Moto G e conseguiu emplacar um grande sucesso com o smartphone. A marca é considerada agora a segunda maior fabricante do setor no Brasil, atrás apenas da coreana Samsung, e quer manter as vendas a todo vapor com a nova geração do dispositivo, chamado apenas de “Novo Moto G”.

Assim como o nome, o aparelho sofreu algumas mudanças sutis para deixá-lo mais atraente e funcional sem comprometer a identidade que a Motorola conseguiu criar com o nome “Moto G”. Afinal de contas, em time que está ganhando, não se mexe. Pelo menos não tanto.

Essa superanálise traz os principais detalhes do Novo Moto G para que você possa compará-lo com o modelo anterior e com outros smartphones, inclusive os da mesma marca. É interessante notar nesse ponto que Novo Moto G ficou ainda mais parecido com o antigo Moto X, em uma estratégia da fabricante de deixá-lo com um aspecto mais top de linha, apesar de ele ser um intermediário declarado.

Moto G x Novo Moto G: o que mudou?

Quando a segunda geração de um smartphone conhecido é lançada, todo mundo quer saber quais novidades foram implementadas. No caso do Novo Moto G, elas não transparecem muito, mas deixaram o aparelho mais refinado sem de fato aumentar consideravelmente o poder do hardware.

Isso fica claro quando itens como o processador, a GPU e a memória RAM permanecem exatamente os mesmos. Assim como o antigo, o novo aparelho tem um Snapdragon 400 quad-core 1,2 GHz, uma Adreno 305 e 1 GB de RAM. As câmeras e a tela, entretanto, tiveram upgrade. Os sensores de imagens foram de 5 MP e 1,3 MP para 8 MP e 2 MP atrás e na frente, respectivamente. O display cresceu meia polegada, indo de 4,5’’ para 5’’.

Apesar disso, a aparência do smartphone mudou um pouco, mas mudou para melhor. Agora, ele é maior, mais bonito e tem alto-falantes frontais com som estéreo. As curvas da parte traseira ficaram menos acentuadas e a tela agora ocupa mais espaço na face frontal do dispositivo.

O launcher da interface também mudou e agora é inspirado no Google Now Launcher, que nunca esteve disponível no antigo Moto G, mesmo quando o usuário atualizava o Android para o 4.4.4 KitKat. Outros detalhes também foram adicionados, como espaço para cartões de memória. Isso era uma possibilidade apenas na versão 4G, uma das últimas a serem lançadas, devido à demanda popular.

DESIGN

Quando o assunto é design, o Novo Moto G entrega de cara que faz parte da linha Moto, com aquela identidade visual bem básica, porém bonita, que foi adotada pela marca no último ano. A carcaça agora é maior e a tela ganhou meia polegada na sua diagonal. Foi de 4,5’’ para 5’’. No geral, ele tem um corpo bem firme e passa uma boa sensação de qualidade na pegada.

Carcaça

Como se trata de um smartphone grande, aquela ideia de que esse tipo de aparelho deveria ser utilizado com apenas uma mão foi para o espaço. Nem mesmo a Apple, a maior defensora dessa filosofia, usa mais telas pequenas em seus dispositivos.

Você não consegue atingir todas as partes da tela sem usar as duas mãos ou fazer um pouquinho de malabarismo, mas o Novo Moto G tem uma curvatura traseira que se adapta bem à sua palma. Ou seja, não será tão fácil derrubá-lo sem querer.

Alto-falantes frontais

O alto-falante simples, que antes estava na parte de trás no primeiro Moto G, se transformou num sistema estéreo com duas saídas frontais. O posicionamento da maioria dos elementos da carcaça, inclusive dos botões físicos, continua intocado, mas agora o dispositivo parece mais bonito.

Isso se deve principalmente ao novo desenho da traseira, que ficou menos arredondada e mais parecida com a do Moto X original. Aquele aspecto mais gordinho do modelo antigo desapareceu.

Acabamento

Esse detalhe pode parecer bobo, mas a presença de metal nas bordas da saída para fones de ouvido, acrescenta mais durabilidade ao Novo Moto G. No antigo, a capa removível de trás circulava toda essa conexão e, se você a removesse bruscamente, poderia quebrá-la sem perceber. Fora isso, as capas traseiras ficaram mais fortes e a versão “Colors” agora só vem com duas delas, em vez das quatro do modelo antigo.

A construção do Novo Moto G é ainda resistente a respingos d’água. Isso não quer dizer que ele vai aguentar ser derrubado na privada ou na sua pia transbordando. Ele consegue dar conta de uma chuvinha fraca — quando estiver em seu bolso — ou um pouquinho de água derramada aqui e ali.

O plug para fones de ouvido fica centralizado no topo do aparelho, ao lado de um microfone. No fundo, temos apenas a conexão micro USB. Uma das laterais é completamente vazia, e a outra possui os botões de energia e controle de volume alocados mais para o topo da carcaça. Na traseira, o smartphone tem apenas a câmera, o flash LED e a logo da marca.

A parte da frente é quase completamente ocupada pela tela, mas conta com dois alto-falantes, um na borda superior e outro na inferior. Oculto junto a este último, temos o segundo microfone e, ao lado do anterior, é possível ver a câmera frontal. Os sensores de luminosidade e proximidade estão bem escondidos. As duas entradas para cartões micro SIM e micro SD ficam na parte de dentro, visíveis após a remoção da capa traseira. A bateria não é removível.

HARDWARE

Nesse quesito, o aparelho não mudou muito, mas teve algumas atualizações muito bem-vindas. O desempenho continua o mesmo e, para um intermediário, não ele não decepciona ninguém.

Tela

Com uma generosa tela de 5’’, o Novo Moto G é um smartphone intermediário com tamanho de top de linha. O display consegue reproduzir as cores muito bem e não distorce as imagens com facilidade quando você está olhando para ele de um ângulo menos favorável. Isso é garantido pela tecnologia IPS empregada na construção desse componente.

A resolução é HD (720p) e a densidade de pixels diminuiu em relação ao modelo anterior. Foi de 329 ppi para 294 ppi. É curioso lembrar que, no momento do lançamento do modelo anterior, um executivo da Motorola chegou a dizer que o Moto G tinha uma tela melhor que a dos iPhones. Claramente, eles não se apegaram muito a essa suposta marca.

Isso pode parecer ruim, mas não é. Não dá para notar muita diferença entre uma e outra já que, teoricamente, o olho humano só consegue distinguir pixels quando a densidade é menor que 300 ppi.

Como os dois são muito próximos dessa faixa, não chega a ser nada relevante de verdade para o usuário. Também não encontramos problemas na hora de usar o smartphone em ambientes externos, já que o nível máximo de brilho é bom e o vidro tem um baixo índice de reflexividade.

Desempenho

No quesito desempenho, o Novo Moto G não decepciona entre os smartphones da sua categoria. Como ele funciona com o Android praticamente puro, não há uma interface pesada para comprometer sua performance. Tudo é bem fluido ao se utilizar o aparelho em tarefas cotidianas. Alternar entre apps abertos também não é demorado.

Não houve muita mudança no hardware do Moto G da primeira para a segunda geração. A GPU, a quantidade de RAM e o processador são exatamente os mesmos. Mas, para uso moderado, um Snapdragon 400 quad-core de 1,2 GHz, uma GPU Adreno 305 e 1 GB são suficientes.

Já para games, a coisa muda um pouco. Nós conseguimos jogar alguns títulos medianos, como Subway Surfers e até Plants Vs Zombies 2, sem qualquer problema. Mas quando partimos para jogos mais pesados, como Batman Arkhan Origins, os travamentos começaram. De qualquer forma, esta não é a proposta do Novo Moto G.

Benchmarks

Para a realização desta análise, submetemos o Novo Moto G a quatro aplicativos de benchmark. São eles: 3D Mark (Ice Storm Unlimited), AnTuTu Benchmark 5, GFX Bench (T-Rex HD Off Screen e T-Rex HD On Screen) e Vellamo Mobile Benchmark (HTML5 e Metal).

3D Mark (Ice Storm Unlimited)

O teste Ice Storm Unlimited, do 3D Mark, é utilizado para fazer comparações diretas entre processadores e GPUs. Fatores como resolução do display podem afetar o resultado final. Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

AnTuTu Benchmark 5

Um dos aplicativos de benchmark mais conceituados em sua categoria, o AnTuTu Benchmark 5 faz testes de interface, CPU, GPU e memória RAM. Os resultados são somados e geram uma pontuação final. Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

GFX Bench (T-Rex HD)

O GFX Bench é voltado para mensurar a qualidade gráfica. Isso inclui itens como estabilidade de desempenho, qualidade de renderização e consumo de energia. Os resultados são revelados em média de frames por segundo (fps). Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

Vellamo Mobile Benchmark

O Vellamo Mobile Benchmark aplica dois testes ao aparelho: HTML5 e Metal. No primeiro deles é avaliado o desempenho do celular no acesso direto à internet via browser. Já no teste Metal, o número final indica a performance do processador. Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

Bateria

O smartphone tem um desempenho de bateria que pode ser considerado bom para sua categoria. Você pode passar um dia inteiro longe das tomadas fazendo uso mais intenso do dispositivo. Isso significa jogar ocasionalmente, fazer várias ligações, responder a mensagens o tempo todo e outras atividades do gênero. Com uso moderado, sem dar muita bola para o aparelho, a bateria de 2.070 mAh pode durar quase dois dias.

Em um teste de stress, nós conseguimos acabar com toda a carga do Novo Moto G em cinco horas. Isso executando um vídeo em HD, com WiFi ligado e brilho da tela no máximo.

Armazenamento

Existem dois modelos disponíveis do Novo Moto G no Brasil. O mais simples tem armazenamento interno de 8 GB e o mais completo tem 16 GB. É importante lembrar que o sistema operacional ocupa 3,2 GB. Por isso fique de olho no espaço livre de verdade na hora da compra.

A diferença de preço entre eles é de R$ 100, mas, por esse valor, você leva ainda a TV digital, que vem com o modelo de 16 GB. Se isso não parece um verdadeiro atrativo para você, é bom fazer alguns cálculos. A versão de 16 GB possui 12,8 GB de espaço livre para o usuário guardar apps, músicas, fotos e vídeos. O modelo de 8 GB sofre mais com o espaço ocupado pelo Android, sobrando apenas 4,8 GB.

Claro que isso se tornou um problema menor no Novo Moto G, uma vez que ele possui armazenamento expansível com cartões micro SD, uma deficiência da geração anterior. Mesmo assim, o dobro de armazenamento por mais R$ 100 e TV de brinde parece um bom negócio.

Oficialmente, o Novo Moto G de 8 GB custa R$ 699 e o de 16 GB com TV sai por R$ 799. Claro que as grandes varejistas praticam preços melhores na internet por causa da concorrência. Sempre vale a pena pesquisar. O melhor preço que encontramos, por exemplo, foi de R$ 640.

Câmeras

Além das mudanças no visual, as câmeras do Novo Moto G foram os elementos que tiveram um upgrade mais interessante em relação à geração passada. Os dois sensores foram atualizados. Na traseira, foi de 5 MP para 8 MP e, na frente, de 1,3 MP para 2 MP. Não são números excepcionais, mas ele tira fotos bem melhores que o antigo Moto G.

Não foi apenas a resolução que mudou. As cores estão bem mais vivas, a velocidade de captura aumentou e o software da câmera agora permite filmar em câmera lenta e em Full HD. De qualquer forma, o aparelho ainda não é o mais recomendado para fazer fotos em ambientes com pouca luz ou com muito movimento.

Mesmo assim, com um pouco de paciência para direcionar o foco, você consegue fotos melhores do que o esperado. O segredo é sempre apontar o focalizador da câmera para o elemento mais brilhante do quadro, mesmo que ele não seja o elemento que você queira fotografar de fato.

Isso garante que os corretores de luz automáticos do app da câmera melhorem o nível de exposição. Com isso, quase sempre você consegue fotos sem granulação. O problema é quem nem sempre você tem um elemento “mais brilhante”. Aí a sua foto fica sem muita qualidade.

A respeito da câmera frontal, ela tem uma qualidade aceitável para selfies descompromissadas e para fazer videochamadas. Naturalmente, as fotos não muito boas comparadas com câmera traseira e a velocidade de captura diminui bastante.

Áudio

O Moto G pode se orgulhar bastante dos seus alto-falantes frontais com som estéreo. A diferença entre a primeira e a segunda geração nesse departamento é gritante. O smartphone da Motorola não tem um som tão bom quanto o do HTC One M8, por exemplo, mas chega muito perto. Não há distorções nem quando o volume está alto, e olha que ele pode ficar bem alto.

É uma pena que essa qualidade toda não se reflita nos fones de ouvido. Eles são os mesmos que vinham com o antigo Moto G. A qualidade de construção é boa, mas eles não são muito bonitos nem soam muito bem. O aspecto geral é de um fone barato e frágil e, comparado com outros acessórios do tipo, o som chia muito e ele não oferece qualidade principalmente em músicas mais animadas.

Por isso, se você é um daqueles que não deixam de ouvir músicas em momento algum, comprar um fone à parte é uma boa opção nesse caso. Quem sabe a Motorola resolva relançar a versão “Music” do Moto G, que vinha com fones sem fio da Sol Republic, aí as coisas podem mudar.

SOFTWARE: Android KitKat 4.4.4

Como não poderia deixar de ser, o novo smartphone intermediário da Motorola foi lançado com a versão mais recente do Android. A marca inclusive garante que ele receberá a atualização para o Android L, que deve ser lançado muito em breve.

Interface

Já faz um bom tempo que a Motorola resolveu deixar de personalizar a interface do Android em seus smartphones. Isso aconteceu já antes da compra da empresa pela Google, quando a linha RARZ veio ao mercado com poucas alterações no SO. Por isso, o Novo Moto G chega trazendo o Android KitKat como ele veio ao mundo: praticamente puro.

As alterações são mínimas, mas estão ali. Existem alguns elementos que facilitam o gerenciamento dos dois chips no app de telefone e no de SMS, por exemplo, que não fazem parte do SO padronizado. A Motorola chama inclusive esse sistema de “inteligente”, já que ele consegue se acostumar com seu modo de uso.

Se você liga para alguém sempre com o mesmo chip, quando você tocar nesse contato e nas próximas vezes, o celular não vai mais perguntar com qual linha você deseja realizar a operação. Isso é algo bem mínimo, mas pode deixar a usabilidade mais agradável nesses casos. Na tela de configurações há também algumas mudanças referentes à segurança e identificação no telefone, mas nada que comprometa o visual.

Apps extras

O que a empresa faz de diferente é incluir algumas aplicações próprias na gaveta de apps. Fazem parte do pacote de aplicações nativas nomes como: Moto Assist, que automatiza algumas tarefas; Alerta, que consegue avisar pessoas próximas sobre possíveis situações de perigo; Migração Motorola, para transferir dados do seu smartphone velho para o novo; BR Apps, uma miniloja de apps nacionais; Rádio FM e TV. Note que não é muita coisa, algo bastante positivo.

TV Digital

O software da TV é bem simples. Ele permite gravar a programação e consegue alternar de um canal para outro rapidamente. As imagens são boas: tudo aparece na tela de forma nítida, sem imagens “quebradas”, “chuviscadas” ou qualquer problema do tipo. Você pode até ver uma prévia da programação na lista de canais.

Depois que o celular faz uma varredura no espectro de frequência de TV digital na sua região, essa lista mostra um pequeno quadro para cada canal mostrando o que está passando naquele momento. Você pode inclusive ver detalhes da programação para o restante do dia de cada emissora.

Vale ressaltar que a TV até funciona com os fones de ouvido comuns servindo de antenas, mas o acessório específico que vem na caixa do smartphone oferece muito mais qualidade. Em nossos testes sem ele, alguns canais não apareceram na lista e as imagens pareciam de uma TV analógica. Aliás, TV analógica é uma coisa que o Novo Moto G não tem.

Rádio FM

O sintonizador FM, por sua vez, funciona exatamente da forma como você poderia esperar: muito rápido, fácil de usar e bem simples. Não há muitas funções no software, mas você consegue salvar algumas estações como favoritas.

O som captado é bem agradável, normalmente sem ruídos ou interferências. Isso, entretanto, vai depender mais qualidade de sinal na sua região do que do smartphone em si.

VALE A PENA?

O Novo Moto G é um ótimo smartphone, tem um bom desempenho para a sua categoria e oferece uma interface simples e leve. Não há aquilo que chamamos de crapware e, para se enquadrar na “Lei do Bem”, ele traz uma miniloja com apps desenvolvidos no Brasil em vez de tê-los instalados diretamente no seu smartphone.

É possível usar dois chips de operadoras, expandir a memória com um cartão micro SD de até 32 GB e também escolher um modelo com TV digital. Ele chegou ao Brasil sendo vendido pelo mesmo preço do modelo anterior, mas dessa vez com uma tela maior, alto-falantes frontais e um estilo bem mais refinado. Sem falar nas câmeras, que não são perfeitas, mas melhoraram bastante.

Apesar disso, as mudanças não justificam a troca do antigo Moto G pelo o novo, até porque ainda não faz um ano completo que temos o primeiro modelo no mercado. Além do mais, não houve uma grande atualização de desempenho e, no geral, o hardware interno é mais do mesmo. Ainda assim, ele fica de igual para igual com seus concorrentes da atualidade, o que mostra que o antigo modelo foi um verdadeiro pioneiro.

Se você está procurando um novo smartphone de boa qualidade e não quer pagar muito por isso, considere seriamente comprar o Novo Moto G. Não vale mais a pena adquirir o antigo porque as duas gerações têm preços muito parecidos (R$ 599 do primeiro contra R$ 699 do segundo) e as melhorias do aparelho de 2014, mesmo que tímidas, compensam mais apesar da diferença de preço.

Considerando as pequenas atualizações do novo smartphone da Motorola, o Novo Moto G tem tudo para reinar entre os smartphones intermediários, sendo ele hoje a melhor opção de compra que você vai encontrar nessa categoria.

FAQ

1. O Novo Moto G é à prova d’água?

Não. Ele é resistente a respingos de água, segundo materiais de divulgação de algumas varejistas. Isso, entretanto, não consta no manual do produto ou é anunciado pela Motorola.

2. Ele terá atualização para o Android L?

A Motorola já garantiu que fará a atualização para a próxima versão do Android o mais rápido possível. O que ainda está para ser confirmado é se o SO chegará aos antigos Moto X e G, mas podemos dizer que isso é bastante provável.

3. O Novo Moto G é mais potente que o antigo Moto X?

Definitivamente não. Apesar de se tratar de um aparelho do ano passado, o Moto X de primeira geração era o top de linha da marca até pouco tempo e tem um hardware superior a qualquer intermediário do mercado, inclusive o Novo Moto G.

A diferença fica muito maior se compararmos o Novo Moto G, que teve poucas atualizações em poder de processamento, com o Novo Moto X.

4. Ele toca vídeos em Full HD?

Certamente que sim. Ele pode executar vídeos armazenados localmente ou via internet em Full HD sem problemas, mas as imagens não serão de fato Full HD (1080p), uma vez que a tela do aparelho é apenas HD (720p).

5. Vale a pena trocar o antigo Moto G pelo novo?

Como já explicamos, a Motorola mudou pouco o aparelho por dentro. Não houve aumento significativo de desempenho e, como o antigo modelo ainda não tem um ano de lançamento, pode ser um pouco desnecessário comprar um smartphone novo só por conta de um aumento de tela e alto-falantes frontais. Mas, se você ainda não tem nenhum dos dois, vale a pena comprar o novo e não o velho.

6. O sistema é fluido?

Sim. O Android KitKat roda muito bem no Novo Moto G, sem engasgos ou travamentos chatos. Só não dá para jogar games pesados. De resto, não há qualquer problema.

7. Aceita micro SD?

Sim. Ele tem espaço para cartões de memória de até 32 GB, diferente do antigo Moto G, que só tinha esse recurso na versão com 4G LTE. Aliás, o Novo Moto G não tem 4G, mas é possível que a fabricante lance uma versão com esse recurso, assim como na geração passada.

Há boatos de que cartões de 64 GB funcionem no Novo Moto G contanto com que eles sejam formatados dentro do aparelho. Não pudemos confirmar isso e a Motorola não se pronunciou quanto ao assunto quando entramos em contato.

8. Novo Moto G ou Galaxy S3?

É difícil comparar um smartphone antigo como o Galaxy S3 com um aparelho recém-lançado como o Novo Moto G.

Fora isso, eles são de categorias diferentes e, caso a Samsung ainda venda o antigo aparelho, vale mais a pena ficar com o da Motorola, que, mesmo sendo um intermediário, ainda tem suporte garantido, como atualizações de sistema e outros detalhes. O S3 por sua vez, mesmo mais poderoso, já está sendo abandonado pela fabricante.

9. Novo Moto G ou LG G2 Mini?

O G2 Mini da LG é um intermediário muito parecido com Novo Moto G em hardware e preço. Ele é um pouco mais antigo e tem tela menor. Se vale mais a pena um ou outro, vai depender do gosto do usuário.

Se você quer estar sempre com o Android atualizado e ter uma interface pura e simples de usar, o aparelho da Motorola é mais interessante. Se você quer aquelas funções exclusivas de desbloqueio e botões na traseira do smartphone, o da LG pode ser mais adequado para você. Aproveite e confira nossa análise do LG G2 Mini feita no começo deste ano.

10. O microfone tem boa qualidade?

Em nossos testes, não notamos qualquer problema com os microfones do Novo Moto G. Ele inclusive tem dois, para melhorar o cancelamento de ruído. Se você tinha problemas com o microfone do antigo Moto G, é melhor procurar uma assistência da marca para verificar isso. O novo, por sua vez, não tem qualquer problema nesse sentido.

11. O som é estéreo?

Sim. Isso está mais detalhado na análise acima, mas o Novo Moto G não é como o Novo Moto X, que aparenta ter dois alto-falantes, mas tem apenas um.

12. Ainda vem com todas as capas?

Não. A edição “Colors” do Novo Moto G vem apenas com duas capas coloridas, em vez das quatro que você tinha na versão passada. Cores adicionais devem ser vendidas em breve pela Motorola separadamente.

13. Entorta?

Recebemos o Novo Moto G por empréstimo da Motorola e achamos interessante não danificá-lo para que fosse devolvido da forma que nos foi enviado. Portanto, não tentamos entortar o aparelho. Mas imaginamos que ele não entorta. No máximo, deve quebrar ao meio de uma vez por todas.

14. Os alto-falantes são abafados pelas mãos do usuário ao jogar?

Não. O smartphone tem um corpo grande e os alto-falantes não ficam tão próximos das bordas para você tapá-los com as mãos ao jogar na orientação paisagem.

15. Vale trocar o RAZR i pelo novo Moto G?

Sim. O antigo intermediário Motorola RAZR i já está um tanto ultrapassado e, até hoje, não recebeu a atualização para o Android KitKat. O Novo Moto G é mais consistente e já está com o Android L garantido.

16. Tem espaço de sobra para apps comuns, como WhatsApp, Facebook, Messenger e outros?

Sim. Principalmente na versão com 16 GB. Confira acima quanto de espaço sobra em cada um dos modelos do Novo Moto G para o usuário utilizar. De qualquer forma, ele não deve ficar lotado com apenas poucos apps. É possível instalar todos esses mais usuais e ainda ter vários jogos.

17. A bateria é fixa?

Sim. Da mesma forma que o antigo modelo. Essa é uma decisão tomada pelas fabricantes normalmente para tornar o aparelho mais durável estruturalmente e deixá-lo mais rígido.

18. Ele é mais fino que o modelo anterior?

Sim. A diferença, entretanto, é mínima. Confira nossa comparação entre os dois aparelhos para saber mais detalhes.

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