(Fonte da imagem: Reprodução/BuscaDescontos)

A Black Friday é famosa nos Estados Unidos por proporcionar descontos gigantescos aos compradores. Por conta disso, outros países adotaram essa prática — e o Brasil é um deles, como você já deve estar sabendo.

O problema é que os vendedores brasileiros estão “maquiando” os preços das ofertas, de modo que o desconto dado pareça ser bem maior do que ele realmente é. Eles fazem isso aumentando o preço inicial do produto e descontando uma porcentagem superior do que a que seria praticada com o valor normal de venda.

Pedro Eugênio, que é CEO do Busca Descontos, é um dos empresários que analisou os preços da Black Friday e afirmou que a prática de maquiagem está acontecendo. Ele também disse que é preciso comparar os valores com desconto com os que são cobrados pelo restante do mercado, pois só assim você vai escapar de ser enganado por ofertas maquiadas.

O problema é com os eletrônicos

(Fonte da imagem: Reprodução/BuscaDescontos)

A maioria dos responsáveis por essa prática pilantra está ofertando produtos eletrônicos. Isso acontece pelo fato de que esse tipo de aparelho tem uma margem muito pequena de lucro — um notebook mediano, por exemplo, rende apenas 1% do seu valor aos donos de lojas virtuais.

Por conta disso, eles aumentam o preço original do produto para lucrarem mais, de forma que o Black Friday não seja sinônimo de prejuízo. Os produtos que realmente podem ter descontos grandes (algo em torno de 75%) são roupas e calçados — o restante, na verdade, acaba caindo de 15% a 30%.

Caso você encontre uma oferta que esteja maquiada, não tenha dúvidas: denuncie. Você pode fazer isso na própria página da Black Friday ou usando as redes sociais para informar a todos os seus amigos — além de ser possível utilizar a própria página do evento.

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