Com cada vez mais notícias e vazamentos indicando que a volta da Nokia ao mercado mobile está muito, muito próxima, não é de se estranhar que a empresa esteja buscando novas maneiras de se manter competitiva nessa nova fase. Um desse pilares pode ser o investimento no 5G, que vem se tornando a menina dos olhos de muita gente quanto o assunto é conectividade. Para apostar com segurança nesse setor, os finlandeses resolveram comprar uma startup norte-americana com ideias interessantes para a infraestrutura móvel.

Com a oficialização do negócio e mais detalhes a respeito da empresa adquirida, não é difícil entender o motivo que levou a Nokia a avançar em território internacional. Isso porque, apesar de a Eta Devices ser bem pequena e contar com não muito mais de 20 funcionários – distribuídos entre os EUA e a Suécia –, eles possuem algumas patentes que podem fazer toda a diferença nos próximos produtos de sua nova dona.

A Eta Devices agora faz parte do grupo Nokia

Um dos principais feitos da startup é a sua capacidade de reduzir drasticamente o consumo de energia das centrais de distribuição de internet móvel, diminuindo consideravelmente a sua temperatura e reduzindo os níveis de emissão de carbono do equipamento. De acordo com a própria Eta, essa “mágica” é possível graças a um mecanismo amplificador que funciona como uma espécie de caixa de câmbio automatizada para as base stations – ajustando o gasto energético conforme a demanda da região.

Todos ganham

Smartphones conectados a esse tipo de tecnologia podem ter sua autonomia de bateria melhorada em cerca de 50%

Parece algo simples, mas o truque consegue causar mudanças significativas em todo o ecossistema em torno das conexões mobile. Os próprios smartphones conectados a esse tipo de tecnologia, por exemplo, podem ter sua autonomia de bateria melhorada em cerca de 50%. Não é uma melhoria de se jogar fora, hein? A ideia da Nokia com a negociação, no entanto, parece ser o foco total na chegada do 4,9G e 5G.

“A tecnologia da Eta Devices reduz a necessidade de energia reserva, se traduzindo em base stations menores e redução da taxa de avaria dos equipamentos”, explicou a companhia finlandesa em seu comunicado. A empresa acredita que esses e outros fatores podem ser essenciais para a expansão de sua infraestrutura móvel, além de preparar o terreno para a expansão massiva programada para o segmento de Internet das Coisas.

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