Antiga líder de mercado, a Nokia parou de fabricar smartphones por conta própria após uma compra dramática pela Microsoft ocorrida em 2013. No entanto, uma brecha no contrato estabelecido entre as duas partes dá à companhia o direito de produzir novos modelos com seu próprio nome a partir de 2016 — o que não significa que isso deve acontecer em um futuro próximo.

Durante a conferência da companhia no Mobile World Congress 2016, o CEO Rajeev Suri afirmou que o retorno a esse mercado é uma boa oportunidade, mas que não há qualquer pressa para que isso aconteça. Atualmente, a organização procura uma parceira capaz de produzir aparelhos de forma licenciada, algo que “pode acontecer em 2016 ou 2017”.

“Não há um espaço de tempo definido. Não precisamos nos apressar. Vamos explorar isso com o parceiro ou com os parceiros certos, dependendo do caso”, afirmou ele ao site TechCrunch. “Pensamos que esse é um bom modelo de negócios porque a marca Nokia gerou grande retenção — o reconhecimento de marca ainda é muito grande nos maiores mercados”.

Aposta em produtos Premium

Suri sugeriu que o nome Nokia deve ressurgir em dispositivos com características Premium, o que o faria competir com nomes bem estabelecidos como o iPhone e a linha Galaxy S. “Para nós, o modelo de negócios não inclui a fabricação tradicional, nenhum canal direto ou algo do tipo. Estamos basicamente licenciando nossa marca; nosso parceiro vai ter que pagar uma licença de propriedade intelectual e royalties pelo uso do nome”.

O CEO esclarece, no entanto, que um possível contrato vai dar à sua companhia o direito de determinar critérios de qualidade que um novo produto deve ter. “Todos esses elementos estão em jogo. Isso leva tempo. Precisamos encontrar o parceiro certo”, complementou o executivo.

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