Muita gente que vê a Netflix de hoje, atuando em centenas de países e ditando os caminhos das produções de séries e filmes pela web, não imagina que as origens da empresa são bem mais humildes e pautadas no simples envio de fitas e DVDs pelo correio. O mais curioso? Ainda que essa história já tenha quase 20 anos e a companhia tenha desbravado outros caminhos, o serviço de aluguel de filme em mídia física continua firme e forte nos EUA.

A coisa ainda é tão séria e relativamente popular por lá que, recentemente, a Netflix liberou até um aplicativo na App Store para facilitar a vida dos assinantes do portal DVD.com – site da empresa que dá continuidade à entrega de longas-metragens via encomenda. Ah, e não ache que a empresa sustenta esse tipo de iniciativa apenas para preservar a memória de seus primórdios ou agradar meia dúzia de clientes: estima-se que 4,2 milhões de norte-americanos ainda sejam adeptos desse tipo de transação.

Aplicativo deve tornar o aluguel de discos ainda mais fácil nos EUA

Considerando que esse número de assinantes vem decaindo ano a ano, passando de mais de 20 milhões em 2010 para cerca de 6,2 milhões em 2014 e 5,3 milhões em 2015 – antes de chegar ao patamar atual –, manter esse negócio paralelo ativo pode parecer algo com hora certa para acabar, não é? Muito provavelmente, sim, mas isso não deve impedir que a Netflix aproveite a renda extra enquanto for viável para seus cofres. Acredite, os ganhos ainda são bem substanciais se você guardar as devidas proporções.

O aluguel de DVDs por carta consegue arrecadar US$ 136 milhões por trimestre

Com 86 milhões de usuários, o serviço de transmissão de vídeo pela internet chegou a gerar ganhos de US$ 2 bilhões (R$ 6,5 bilhões) para a empresa no segundo semestre de 2016 – tudo graças a uma expansão global que fez o negócio chegar a mais de 190 países. O aluguel de DVDs por carta, por sua vez, com um acervo de 93 mil discos e uma assinatura que custa de US$ 5 (R$ 16) a US$ 12 (R$ 39) mensais, consegue arrecadar por volta de US$ 136 milhões (R$ 439 milhões) a cada trimestre. Nada mal, hein?

Futuro em aberto

Por conta desse e de outros fatores, como o fato de que diversos estúdios liberam seus filmes antecipadamente em DVDs e Blu-rays – bem antes de nos serviços de streaming –, a Netflix comentou ainda em 2015 que, em vez de jogar para escanteio seu negócio de discos por correio, iria deixá-lo mais automatizado para dar conta da demanda da clientela.

Com isso, tudo indica que o portal DVD.com e a antiga empreitada da companhia ainda têm pelo menos alguns anos de vida pela frente, completando com bastante competência as lacunas deixadas pelas transmissões online. E aí, será que esse quadro tende a mudar ao longo de 2017? Deixe a sua opinião sobre o assunto mais abaixo, na seção de comentários.

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