Uma das quatro luas de Júpiter é conhecida como Europa. Pelo que se sabe, o satélite é "congelado" e esconde vários oceanos debaixo de uma grossa camada de gelo. Então, em uma possível exploração, seria necessário um robô que conseguisse lidar com esse bioma. Mas o que fazer quando a ideia é explorar um planeta gasoso, como o próprio Júpiter?

De acordo com a NASA, vai ser preciso usar robôs que podem flutuar na atmosfera por longos períodos — sem a necessidade de asas, motores ou balões. Chamados de "windbots", eles seriam máquinas que conseguem utilizar o poder do vento para se locomover. Como a Agência notou, não é interessante enviar robôs que se alimentam de energia solar ou nuclear para outros planetas.

A ideia é que as máquinas consigam se "alimentar" de turbulências. Ou seja, a mudança constante do vento — e a intensidade — vai carregar as baterias para elas continuarem trabalhando.

Segundo a pesquisadora Adrian Stoica, que trabalha na divisão de pesquisas da NASA, os robôs vão funcionar mais ou menos como algumas pulseiras agem — aquelas que dobram quando você balança no ar.

Recentemente, a equipe de Stoica ganhou US$ 100 mil do programa Conceitos Inovadores Avançados da NASA (NIAC). Ela planeja usar o dinheiro para criar o primeiro protótipo do robô. 

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