(Fonte da imagem: Reprodução/nyctourist)

Se você parar para pensar, infelizmente é bem provável que consiga se lembrar de diversos acidentes aéreos noticiados na televisão, internet ou jornais impressos, não é mesmo? Por conta da gravidade dessas situações, é normal que muitas pessoas acabem falecendo — algo que é terrível e abala muitas famílias de uma só vez.

Pensando nisso, a NASA juntou esforços com as Forças Armadas dos Estados Unidos e também com a Administração de Aviação do país para realizar uma série de testes com helicópteros. O objetivo de tudo isso é o de fazer com que as chances de sobrevivência das vítimas de acidentes aéreos sejam cada vez maiores.

A inspiração e alguns tropeços

De acordo com as informações divulgadas, a iniciativa baseia os seus esforços no que foi feito com os carros nos últimos 30 anos. Isso quer dizer que eles pretendem executar testes de quedas de diferentes tipos para avaliar o que pode ser mudado no design e na concepção de helicópteros, resultando em veículos mais seguros.

Isso só não havia sido feito antes por conta da dificuldade na hora de realizar os testes. Afinal de contas, fazer com que um veículo relativamente grande e pesado seja suspenso e depois derrubado — com todos os efeitos, como despedaçamento de fuselagem, por exemplo — é algo que não pode ser executado com facilidade.

Botando a “mão na massa”

(Fonte da imagem: Reprodução/BBC)

Depois de algumas medições e estudos, a NASA conseguiu montar uma estrutura de no mínimo nove metros de altura (algo que corresponde a mais ou menos ao segundo andar de um prédio), em que é possível sustentar e depois derrubar um helicóptero do modelo CH-46, simulando a situação geral de uma queda.

Para que as "derrubadas" pudessem ser feitas, os responsáveis pelas análises precisaram retirar as hélices do veículo, assim como as suas “asas” — ou seja, foi utilizada apenas a parte central de todo o helicóptero, aquela em que as pessoas ficam. No entanto, apesar de parecer algo incompleto, foi possível recolher 350 canais de informações, através de inúmeros sensores.

Mais detalhes...

(Fonte da imagem: Reprodução/BBC)

O helicóptero foi suspenso por diversos cabos até ficar a 14 metros do chão. Para que o efeito de uma queda acontecesse, o veículo foi “atirado” ao solo como se também estivesse indo para frente, conseguindo alcançar a velocidade de 48 km/h. Foram utilizadas 40 câmeras, dentro e fora da estrutura, para monitorar a movimentação de todos os bonecos — que foram colocados em diferentes posições, simulando situações variadas.

Além disso, os técnicos também marcaram o helicóptero com pontos pretos, sendo que câmeras registraram 500 imagens dessas marcações. A intenção disso é a de avaliar como a fuselagem do veículo sofre com o impacto, já que as fotografias registram exatamente o momento em que o metal encosta no solo e o estrago feito na tinta.

E no final?

Com tudo isso, o pessoal da NASA é capaz identificar os padrões gerais de como a fuselagem de helicópteros se deformam ou a maneira como as pessoas podem se machucar. Assim, os veículos devem ser fabricados de uma forma bem mais segura, aumentando as chances de sobrevivência em casos de acidentes — e é claro que isso pode ser passado para aviões de diferentes modelos em um futuro próximo.

Agora, o próximo passo é testar fibras plásticas de carbono reforçadas, material que já é utilizado nas asas de aviões e também nas portas. A intenção é a de avaliar o desempenho da “novidade” em quedas, para saber se ela é capaz de absorver bem o impacto ou se ela pode ser utilizada para melhorar a eficiência da estrutura de veículos aéreos.

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