Comunicações por laser podem ser uma realidade em futuras missões (Fonte da imagem: Reprodução/NASA)

Se vez ou outra nós resmungamos um pouco sobre a velocidade de conexão da internet que temos em casa, imagine só como os cientistas da NASA devem reclamar na hora em que precisam trocar dados entre os laboratórios espaciais e os que ficam em terra firme. Esse problema, contudo, pode estar com os dias contados – pelo menos para os pesquisadores da agência espacial dos Estados Unidos.

A NASA trabalha no desenvolvimento de um protótipo de um novo modelo de troca de dados. Dessa vez, eles pretendem utilizar um sistema baseado em lasers. Isso mesmo: chamado de OPALS (Optical Payload for Lasercomm Science), o sistema utilizará raios laser para estabelecer a troca de dados entre o espaço e os laboratórios terrestres.

Mais rápido e preciso

O sistema de comunicação da NASA não é dos mais modernos, pois a troca de informações ainda acontece utilizando um sistema de rádio semelhante àquele que você tem no seu carro. Assim, o envio de dados e vídeos é algo sofrível para os bravos cientistas da agência espacial.

Segundo a NASA, os raios laser são capazes de transmitir muito mais informações do que as tradicionais ondas de radiofrequência. A sua utilização, contudo, também tem tudo para ser mais complicada. Isso porque é preciso haver uma precisão muito grande na hora em que eles deverão “mirar” o laser até o receptor dos dados.

Isso, de acordo com os pesquisadores, deve ser mais ou menos como você mirar uma daquelas canetinhas-laser em uma área do diâmetro do cabelo de uma cabeça humana a uma distância de mais ou menos dez metros – isso enquanto ele (o alvo!) se move sem parar, é claro.

Por fim, a agência norte-americana afirma que pretende colocar a nova plataforma de comunicações à prova já no próximo mês de outubro. Nos testes, um laser será “disparado” da Estação Espacial Internacional e enviará dados de vídeos diretamente para o Jet Propulsion Laboratory’s Optical Communications Telescope Laboratory, em Wrightwood, na California. O alvo estará cerca de 400 quilômetros abaixo da EEI. Cada laser vai durar dois minutos e meio durante os testes, que deverão ocorrer por cerca de três meses. 

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