No filme “Homem de Ferro 2”, o bilionário Tony Stark utiliza um dispositivo de bolso para medir os níveis de toxicidade causados pelo núcleo do reator em seu peito, que lhe garante superpoderes. Os testes feitos por ele são transferidos de forma imediata para um banco de dados, que analisa as informações e auxilia Stark a encontrar a cura.

Na vida real, ao menos por enquanto esse tipo de tecnologia não existe. Contudo, um dispositivo desenvolvido pela Agência Espacial Canadense, o qual será testado pela NASA à bordo da Estação Espacial Internacional, pode ser o primeiro passo para a criação de um aparelho do gênero.

A ideia é que o protótipo seja capaz de oferecer análises em tempo real de tudo, como infecções, estresse, indicadores de câncer, células do sangue e até mesmo níveis de qualidade de alimentos.

Conheça o Microflow

O dispositivo capaz de revolucionar o diagnóstico de doenças é chamado de Microflow, uma versão miniaturizada de um citômetro de fluxo. O aparelho é capaz de “manchar” as células e moléculas rapidamente, usando laser óptico para detectar em no máximo 10 minutos as informações contidas na amostra de líquido.

(Fonte da imagem: Divulgação/NASA)

Diferentes detectores posicionados no ponto em que o fluxo se encontra com o laser podem ainda analisar as propriedades físicas e químicas das moléculas ou células da amostra. Ao contrário dos citômetros de fluxo atuais, que são usados apenas em laboratórios e têm o tamanho de três impressoras a laser, o Microflow tem o tamanho de uma torradeira e pesa apenas 10 quilos.

Caso a tecnologia seja bem-sucedida no espaço, ela poderá revolucionar a forma como os astronautas são capazes de diagnosticar a si mesmos e aos seus companheiros durante missões de longa duração, eliminando a necessidade do envio de amostra à Terra para análise.

Fonte: NASA

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