Será que a NASA gasta mais do que deveria para “produzir” um único astronauta? De acordo com o engenheiro astronáutico Robert Zubrin — autor do livro “The Case for Mars” —, gastos excessivos com medidas de segurança têm minado novos projetos da agência espacial americana.

O escritor chegou inclusive a um valor, partindo do exemplo do Hubble. Segundo Zubrin, a NASA praticamente não envia missões de ônibus espaciais para consertar o telescópio por conta de um risco de falha de “1 para 50” do equipamento. Além disso, há a chance de 2% de que os sete tripulantes morram durante a missão ou de 14% de que pelo menos um deles venha a óbito.

Diante dos dados, Zubrin disparou: a vida de cada astronauta custa à NASA o equivalente a US$ 28 bilhões — valor que inviabilizaria grande parte das missões. Para o engenheiro, o foco dos projetos foi perigosamente deslocado para questões de segurança — algo que, segundo Zubrin, deve-se a descompassos entre processos de engenharia e o gerenciamento das missões.

Conforme colocou o site Dvice, os gastos excessivos com segurança se devem, sobretudo, à imagem pública da agência. “Quando a NASA perde um ônibus espacial com sete astronautas a bordo não é o mesmo que o exército perder um helicóptero tripulado por sete soldados”, afirmou ao referido site.

Fonte: Dvice

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