Microworms (Fonte da imagem: Gleason Lab/MIT)

Cientistas da MIT estão desenvolvendo um novo sistema para o monitoramento do corpo humano, verificando informações sobre níveis de glicose e sódio no sangue sem a necessidade de agulhas ou exames complexos.

Para isso, os estudiosos fazem o uso da nanotecnologia, através de partículas microscópicas chamadas de microworms (microvermes, devido ao seu formato tubular longo). Ao serem implantados no corpo, os tubos recheados de elementos químicos reagem com o sangue, trazendo um brilho diferenciado, caso haja algo fora dos parâmetros.

Isso pode ser visto ao olho nu, ao se posicionar uma lâmpada UV no local do implante. Com isso, o sistema se torna extremamente discreto, porém que pode ser visualizado a qualquer momento, algo necessário para quem precisa controlar níveis de glicose no corpo, por exemplo.

A natureza dos tubos criados pela MIT permite que o dispositivo fique posicionado exatamente no mesmo lugar por vários meses, permitindo que exista uma superfície de bom tamanho para reações químicas. Os microworms são pequenos o suficiente para passarem despercebidos pelo corpo humano, portanto, não são absorvidos como outras nanopartículas.

O dispositivo faria com que os diagnósticos ocorressem de forma ainda mais rápida para médicos ou pacientes, diminuindo custos e trazendo mais possibilidades de cura. O sistema também poderia ser usado como temporizador, liberando remédios diretamente na corrente sanguínea, substituindo as pílulas orais.

A pesquisa trouxe bons resultados quando inseridos na pele de ratos, sem trazer problemas de rejeição ou absorção pelo próprio corpo. Todavia, as pesquisas ainda estão em estágio inicial.

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