Pesquisadores da Universidade de San Diego, na Califórnia, revelaram nesta semana que foram capazes de desenvolver microrrobôs em formato de peixes, que são impulsionados através de processos químicos e podem ser guiados magneticamente.

Sendo mais finos do que a espessura de um fio de cabelo, essas diminutas máquinas, batizadas de “microfishes”, foram impressas em 3D utilizando um método completamente novo, criado pela própria equipe responsável pelo projeto. A Impressão Óptica Contínua em Microescala (µCOP, na sigla em inglês) funciona a partir do uso de um chip com 2 milhões de microespelhos. Cada um é controlado individualmente, e eles projetam luz ultravioleta em um material sensível que se solidifica ao contato.

Com essa ferramenta, os cientistas são capazes de imprimir centenas de unidades do microfish de cada vez. Além disso, camadas de nano partículas de outras substâncias podem ser incluídas nos modelos. Para testar isso, foram adicionadas partículas de platina à cauda dos peixes-robô e em seguida eles foram postos em uma solução de peróxido de hidrogênio. As duas substâncias causam uma reação química que impulsiona as diminutas máquinas para frente.

Colocando óxido de ferro na cabeça dos peixes, os criadores dos microfishes puderam controlá-los magneticamente. Por último, nos corpos dos robôs microscópicos foram incorporadas nanopartículas de polidiacetileno, um neutralizador de toxinas. Ao entrar em contato com substâncias que contenham alguma toxina, o material se torna fluorescente e emite uma luz vermelha, conforme você vê acima. Isso faz com que os minúsculos peixes sirvam para identificar e neutralizar locais tóxicos simultaneamente.

Utilizando essa técnica de incorporar uma substância aos próprios microfishes, seria possível “carregá-los” com remédios, guiá-los por dentro do corpo humano através da corrente sanguínea e “descarregá-los” em locais específicos. Isso potencializaria o efeito das drogas utilizadas, podendo acelerar o processo de cura ou de desintoxicação, utilizando o exemplo anterior novamente ou qualquer outra função que se encaixasse nas capacidades dos microrrobôs.

E esse é só o começo das possibilidades que essa tecnologia proporciona, uma vez que formas diferentes poderiam ser projetadas para funções específicas. Eles poderiam ser utilizados até mesmo para realizar microcirurgias dentro do corpo humano ou para purificar reservatórios de água que estejam contaminados, só para citar dois exemplos. Ainda não há previsão de quando o método pode ganhar algum uso comercial.

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