Segundo o gerente de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae, Célio Cabral, o Brasil está começando a solidificar uma posição no ramo da nanotecnologia. Atualmente, são cerca de 100 empresas registradas no país que têm como base produtos e serviços relacionados à área nanotecnológica.

A nanotecnologia faz parte do Plano Plurianual (PPA) do governo federal de 2000-2003, mas foi somente nos últimos anos que empreendimentos de maior porte começaram a ganhar força. “É um diferencial competitivo, sobretudo, em um momento de crise, em que as condições econômicas são cada vez mais difíceis no acesso ao mercado. O risco é maior, mas a possibilidade de retorno é grande”, explica Cabral.

Em 2012, o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação criou o SisNANO (Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias). O objetivo é fornecer infraestrutura adequada para ajudar pesquisadores, órgãos públicos e companhias da área que precisam de suporte para desenvolver projetos na área.

Regulamentação e pesquisa

No ano passado, o Brasil aderiu ao programa NanoReg, um grupo de pesquisa que visa estabelecer padrões de regulamentação em nanotecnologia. Mais de 50 instituições no mundo todo, como empresas, universidades e institutos de pesquisa fazem parte da empreitada financiada pela União Europeia.

Até o ano passado, o Brasil respondia por menos de 0,1% da produção mundial do setor, mas as condições favoráveis podem fazer com que o setor cresça ainda mais. Firmas farmacêuticas, cosméticas e têxteis são apenas alguns exemplos das que mais crescem com projetos relacionados à nanotecnologia no Brasil.

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