Nanogravação poderá ficar mais barata sem perder resolução

Fonte da imagem: Universidade de Stanford

A litografia de ponta dura em molas macias (HSL – “Hard point, soft-spring litography”) permite criar relevos, gravuras e padrões, além de construir arquiteturas superficiais para nanoestruturas. A técnica desenvolvida pela equipe liderada por Chad A Mirkin na Northwestern University, EUA, pode ser usada para reduzir custos na eletrônica, medicina, genética e na pesquisa farmacêutica.

Os resultados da pesquisa serão publicados no dia 27 de janeiro deste ano na revisa Nature e propõe a substituição dos “cantilevers” – espécie de alavanca com um ponto de apoio utilizados para a gravação de nanoestruturas – pelas pontas em substrato polimérico desenvolvidas pela equipe da NU.

Cantilevers de nanogravação podem estar com os dias contados

Fonte da imagem: IBM

Um dos motivos da troca é o preço, já que um conjunto de 4.750 pontas duras de silício em uma almofada de polímero custa o mesmo que um único “cantilever”, além de permitir a produção em massa.

Colocando esse conjunto de pontas de silício em contato com uma superfície de testes, os pesquisadores reproduziram a imagem da pirâmide da nota de dólar, assim como o texto circundante, 19 mil vezes, com resolução de 855 milhões de pontos por polegada quadrada. Cada imagem é formada a partir de um bitmap e conta com 6.982 pontos.

Essa precisão permitiria, por exemplo, a gravação de chips de computador em escala inferior a 50 nanômetros a um custo muito mais baixo do que o praticado atualmente. Além disso, a técnica pode auxiliar na pesquisa de materiais farmacêuticos e até na construção de chips genéticos.

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