Um time de pesquisadores chineses da Universidade de Fudan, em Xangai, desenvolveu um novo tipo de fibra emissora de luz que pode ser incorporada a tecidos, criando matéria-prima flexível para roupas que geram sua própria iluminação.

O núcleo da fibra é feito de fio de aço inoxidável revestido com uma fina camada de nanopartículas de óxido de zinco (ZnO), enrolado em um polímero eletroluminescente. Por fim, é aplicada uma camada transparente de nanotubos de carbono. A trama resultante tem milímetros de diâmetro e carrega finas células de um polímero eletroquímico emissor de luz.

Por enquanto, foi possível observar as cores azul e amarela emanando da fibra, que se manteve acesa por longas horas sem apresentar desgaste. Em teoria, isso poderia durar milhares de horas, assim como emitir outras cores. O consumo médio de energia também foi menor do que o de LEDs convencionais.

De acordo com os desenvolvedores, a fibra é muito leve e flexível. Todavia, por enquanto ela é muito curta e delicada para ser efetivamente usada em roupas. Quando eles descobrirem uma forma de aumentar a resistência e reduzir o diâmetro do material, então realmente será possível incorporá-lo a tecidos e produzir “roupas inteligentes” que emitam seu próprio padrão luminescente.

É uma pena que a era da discoteca já tenha passado, ou os cientistas que desenvolveram essa fibra fariam uma verdadeira fortuna.

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