Conceito criado pelo estudante Michaël Harboun, da Strate Collège da França, leva máquinas microscópicas para a parede da cozinha e substitui torneiras, mesas e até equipamentos como o fogão e o triturador de lixo.

A nanotecnologia é provavelmente uma das áreas da engenharia que mais rende frutos dignos da ficção científica. Prédios que se constroem sozinhos, robôs minúsculos realizando cirurgias dentro dos corpos de pessoas são apenas algumas das imagens normalmente associadas a essa tecnologia de máquinas diminutas.

Na França, entretanto, todo esse ideário tecnológico ajudou Michaël Harboun a aplicar os mesmos conceitos a uma parte bem mais rotineira do cotidiano. Através de nanorrobôs escondidos em paredes, o estudante propõe que – no futuro – o cômodo mais importante de uma casa terá funcionalidade múltipla.

Segundo próprio Harboun, citado no site Kotaku, "... imagine um mundo em que objetos físicos ganhem vida, onde você pode alterar a forma das coisas como muda o conteúdo de seu smartphone...". É essa revolução de interação que a Living Kitchen (cozinha viva) proposta pelo estudante pretende discutir.

Através de projeções que literalmente crescem da parede todos os componentes de uma cozinha surgem apenas na hora em que são necessários. Dessa forma, a limpeza do ambiente se torna muito mais fácil, e o número de acidentes – como esbarrões e topadas – diminui consideravelmente.

Não muito diferente do conceito de fogão maleável da Electrolux que você conheceu no especial sobre a cozinha do futuro, a Living Kitchen de Harboun ainda é um sonho distante, e talvez nem mesmo chegue a se tornar realidade.

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