(Fonte da imagem: Reprodução/Universidade de Stanford)

Atualmente, fabricantes de peças de computador utilizam silício como matéria-prima para fabricar os seus componentes. Agora, cientistas da Universidade de Stanford apresentaram ao mundo o primeiro computador com nanotubos de carbono, um semicondutor mais eficiente que silício.

Engenheiros da Universidade de Stanford conseguiram criar um computador funcional que utiliza a tecnologia de nanotubos de carbono. Hoje em dia, a tecnologia pode ser aplicada na criação de órgãos sintéticos, displays de monitores e televisores e atuando em aparelhos utilizados em viagens espaciais.

A ideia é que as peças feitas com nanotubos de carbono tenham um desempenho melhor, já que podem ser instaladas em espaços pequenos, como laptops, sem gerar muito calor, como acontece com os componentes feitos com silício.

O único problema da criação é que nanotubos de carbono não são muito estáveis, apresentando resultados inesperados e que prejudicariam o funcionamento dos componentes. O fato de que os nanotubos não são semicondutores que podem ser desligados, podendo ficar ativos e constantemente conduzindo eletricidade, também prejudica o seu uso real deles em aparelhos do nosso dia a dia.

Max Shulaker, um dos engenheiros de Stanford, e o computador com nanotubos de carbono (Fonte da imagem: Reprodução/Universidade de Stanford)

Pensando nisso, os cientistas de Stanford trabalharam para fazer com que esses “defeitos” pudessem ser superados, criando um algoritmo que fazia com que os nanotubos trabalhassem da maneira esperada em circuito.

Para resolver o problema deles constantemente conduzirem eletricidade, os cientistas colocaram os nanotubos de carbono em circuito, desligando aqueles que estavam operando perfeitamente. Feito isso, eles ligaram a eletricidade, vaporizando os defeituosos, deixando apenas os funcionais.

O computador criado não consegue rodar um sistema operacional ou algo do gênero, apenas contando números, mas os engenheiros pretendem trabalhar mais no projeto. A ideia é que, futuramente, isso será o pontapé inicial para uma produção em massa de nanotubos de carbono, tanto para fabricação de computadores como para outros aparelhos do nosso dia a dia.

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