(Fonte da imagem: Divulgação/University of Akron)

Há alguns anos, as fabricantes de chips vêm buscando maneiras de driblar o limite na redução do tamanho dos nanocomponentes utilizados nos mais diversos dispositivos eletrônicos.

A corrida para criar processadores com maior desempenho e que gerem menos calor já teve muitos avanços, mas, atualmente, estamos presos a tecnologias na ordem dos 22 nm.

Agora, um grupo de pesquisadores da Universidade de Akron desenvolveu um novo material que pode garantir a confecção de processadores com tecnologia inferior aos 10 nm. Segundo notícia do ExtremeTech, o composto é um surfactante gigante que pode manter sua função até mesmo em nanoescala.

Um surfactante (ou tensioativo) é um elemento que diminui a tensão superficial entre dois líquidos. Como isso pode ajudar? Basicamente, ele pode garantir que as minúsculas peças não entrem em contato, garantindo o posicionamento perfeito de cada componente.

Trabalhando em nanoescala

Além de evitar que um transistor entre em contato com outro, a estrutura especial deste surfactante gigante deve ajudar na construção de chips mais densos. O material deve ajudar na nano-padronização e posicionamento de cada elemento.

Outra vantagem do novo composto é a maior eficiência na construção dos chips. Em teoria, se você tem um maior controle em nanoescala, menor será o desperdício de peças e a quantidade de erros na fabricação dos produtos.

De acordo com a informação da Universidade de Akron, o surfactante gigante pode levar a construção de notebooks mais leves, televisores ainda mais finos e displays mais nítidos para smartphones. A introdução da nova tecnologia não deve acontecer de imediato, porque os pesquisadores ainda estão patenteando as ideias.

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