Bill e Melinda Gates. (Fonte da imagem: Reprodução/Kjetil Ree)

Você já pensou em tomar água da privada? Seu cachorro provavelmente já fez isso, mas será que um ser humano poderia depender desta água para sobreviver? 

Sarah Haigh, especialista em nanotecnologia da Universidade de Manchester, na Inglaterra, recebeu US$ 100 mil (aproximadamente R$ 180 mil) da Bill and Melinda Gates Foundation para tornar potável a água do vaso sanitário, segundo a ANI. A intenção da pesquisadora e do cofundador da gigante Microsoft, que hoje se dedica a erradicar a pobreza no mundo, é melhorar a vida em países em desenvolvimento, onde o acesso à água é restrito.

O projeto resolve dois problemas de uma só vez: ao adicionar uma mistura de bactérias e nanopartículas de metais à água da privada, a reação entre os componentes resulta não só em água purificada, mas também em hidrogênio. E o que fazer com ele?

De acordo com Sarah, a nanotecnologia consegue, hoje, transformar materiais simples como hidrogênio em produtos complexos, como combustível de foguete. Sendo assim, é possível utilizar resíduos humanos, ricos em energia, de forma mais proveitosa. 

Se Sarah Haigh provar para Bill Gates que sua nanotecnologia funciona de verdade, a fundação pode lhe doar mais 1 milhão de dólares até 2013.

Tecnologia brasileira

No ano passado, o jornalista e empresário Ricardo Fittipaldi - sim, primo do piloto Emerson Fittipaldi - desenvolveu um canudinho especial capaz de transformar urina em água. O H2Life foi utilizado com sucesso nas missões do exército brasileiro no Haiti, transformando esgoto em água potável. 

Diferente do projeto de Sara Heigh, o canudo funciona com três níveis de filtragem, barrando todas as impurezas - de resíduos sólidos a micro-organismos.

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