Que Adele é um fenômeno da indústria musical, ninguém pode negar, gostando ou não do trabalho dela. Após um hiato de quatro anos sem nenhum lançamento, seu novo álbum, “25”, foi um sucesso imediatamente após seu lançamento. Junto com ele, o single “Hello”, primeira música de trabalho do disco, também dominou as paradas musicais. O que não havia sido dito é que o aplicativo de identificação de canções Shazam já sabia o estouro que seria o novo trabalho da cantora britânica.

Antes do lançamento oficial do novo single, a gravadora de Adele havia disponibilizado na internet um trecho de 30 segundos da canção sem mencionar artista ou nome. Nada. O mistério deixou muita gente com a pulga atrás da orelha e, no lançamento de fato de “Hello”, as pessoas trataram de capturar partes da música com o Shazam.

Qual é a música?

Para a surpresa de muitos, apenas nas primeiras 24 horas do lançamento do single, o app foi utilizado para identificar a canção quase três vezes a cada segundo. Isso equivale a cerca de 200 mil consultas ao Shazam com a música “Hello”, o que culminou com mais de 330 mil cópias (entre físicas e digitais) vendidas no Reino Unido, configurando em um recorde de velocidade de vendas. Quem usou o serviço do app para buscar a música ou não reconheceu a voz de Adele (o que é pouco provável) ou queria saber o nome da música para baixá-la depois.

A quantidade estrondosa de identificações em um mesmo dia pelo Shazam também foi um recorde, segundo o gerente de produto do aplicativo, Daniel Danker. Isso só deixa mais clara a importância desse aplicativo para a indústria musical, já que ele tem sido usado pelas gigantes gravadoras para analisar a potencial popularidade de artistas e singles. Os dados que o Shazam coleta permitem que esse mercado tenha um esclarecimento maior sobre como o público vai reagir a certos lançamentos.

Dados essenciais

Os dados que o app conseguiu sobre a nova música de Adele mostraram à gravadora dela que praticamente um terço das consultas era proveniente dos Estados Unidos, dado que pode ser usado para estimular um investimento maior no mercado americano, por exemplo. O Brasil foi responsável por cerca de 2% dos acessos.

Essa fonte de informação preciosa já despertou interesse na Warner, uma das maiores gravadoras do mundo, que celebrou recentemente uma parceria com o Shazam. Isso já deu ótimos frutos, como a seção especial do app que reúne artistas independentes revelados pelo aplicativo através das identificações.

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